Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Ministério em crise

Exonerado do MEC, capixaba diz que saída foi amigável

Bruno Garshagen nega ter participado da decisão de enviar carta com slogan de campanha de Bolsonaro às escolas. Ele também diz que é apenas amigo do escritor Olavo de Carvalho, cujos seguidores travam uma guerra ideológica no ministério

Publicado em 04 de Abril de 2019 às 22:13

Maíra Mendonça

Publicado em 

04 abr 2019 às 22:13

Exonerado nesta quinta-feira (04) do cargo de assessor especial do Ministério da Educação, Bruno Garschagen afirma que a saída do ministério foi "acordada" e, portanto, consensual, sem atritos. Ele, que é natural de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, afimou, no Twitter, que deixa a função para dar seguimento a projetos pessoais, como a conclusão de um doutorado e o lançamento de um livro.

Garschagen é formado em Direito, mestre em Ciências Políticas e autor do livro "Pare de acreditar no governo". No MEC, era responsável pela comunicação e contato com a imprensa, assessor especial do ministro Ricardo Vélez Rodríguez.

Diário Oficial da União registra exoneração de Bruno Garschagen e outros integrantes do Ministério da Educação Crédito: Reprodução

Mesmo deixando a função apenas dois meses após assumi-la, ele afirma que sua relação de amizade com o ministro está mantida. A exoneração, aliás, foi assinada pela Casa Civil, que está sob o comando de Onyx Lorenzoni.

Procurado pelo Gazeta Online, Garschagen preferiu não comentar a saída do MEC ou as polêmicas que envolvem a pasta, incluindo demissões em série, disputas ideológicas internas e a paralisação de programas de Educação em todo o país. No entanto, esclareceu alguns temas que giram em torno de seu nome.

SLOGAN

Ele nega, por exemplo, que tenha participado da decisão de mandar às escolas a carta do ministro Vélez Rodríguez com o slogan da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e com o pedido de que as crianças fosse filmadas cantando o hino nacional. "Minha função era produzir conteúdo e me comunicar com a imprensa", pontua.

OLAVO

Nos bastidores, afirma-se também que Bruno seria um dos seguidores e, portanto, partidário do filósofo Olavo de Carvalho, apontado como o "guru" de Bolsonaro e que vem influenciando o processo de tomada de decisões dentro do MEC. "Não há nada disso. Eu sou amigo de Olavo e da família dele. Juntaram o fato de eu ser amigo dele e de ter feito um agradecimento a ele em meu livro para dizer isso", explica.

Nos próximos dias, Garschagen pretende descansar no Espírito Santo, já que a rotina de trabalho no MEC era intensa. "Trabalhávamos 12 horas por dia", disse. Seus planos para o futuro e possíveis projetos ainda serão avaliados.

 

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Wagner Martins, cinegrafista da TV Gazeta
Amigos e colegas da TV Gazeta se despedem do cinegrafista Wagner Martins
Imagem de destaque
A luta para salvar cidade canadense ameaçada pelas tarifas de Trump
Imagem de destaque
Vídeo dos anos 90 mostra Wagner Martins como operador de programa de rádio que inspirou filme

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.