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Entrevista

Ex-capitão da PM aposta no antipetismo para vencer Maia na Câmara

Presidente da frente parlamentar de segurança pública, este defensor do regime militar espera chegar até o round dois com um discurso linha-dura na segurança e credenciais de "amigo do Bolsonaro"

Publicado em 18 de Janeiro de 2019 às 10:26

Publicado em 

18 jan 2019 às 10:26
Capitão Augusto Crédito: Divulgação/Câmara dos Deputados
Capitão Augusto (PR-SP), 52, é um dos candidatos que correm por fora, sem apoio da própria legenda, na disputa pela presidência da Câmara. E daí?, ele pergunta.
Rodrigo Maia (DEM-RJ) pode até ser o favorito no primeiro turno, mas o deputado reeleito aposta que o atual presidente da Câmara descarrilha no segundo.
Presidente da frente parlamentar de segurança pública, este defensor do regime militar espera chegar até o round dois com um discurso linha-dura na segurança e credenciais de "amigo do Bolsonaro".
"Tenham certeza absoluta que PT, PC do B, PSOL e Rede vão estar subindo no palanque do Rodrigo. Aí, ver o pessoal da esquerda apoiando o Rodrigo, talvez o antipetismo fale mais alto", diz à reportagem.
Ex-capitão da PM paulista, ele defende uma reforma da Previdência diferenciada para militares e diz que está com tudo pronto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para criar o Partido Militar Brasileiro.
O número "vai ser 38, homenagem ao calibre mais conhecido no Brasil, o três oitão."
ENTREVISTA
Por que o senhor se candidatou à presidência da Câmara?
"Trabalhar o alinhamento com presidente Bolsonaro. A gente sabe que é imprescindível [ele] ter um aliado na Câmara. E tem a bandeira da segurança. Nos últimos anos, ficamos extremamente decepcionados com o presidente da Câmara por não pautar projetos que queríamos para a área"
Especialistas pró-armas consideraram o decreto para posse que o presidente assinou tímido demais.
"Foi perfeito. Se fizesse para mais, corria o risco de haver judicialização, o pessoal recorrer ao Supremo Tribunal Federal para derrubá-lo. E abriu um caminho enorme para fazer a flexibilização do porte de armas, este sim, lá pelo Congresso".
Que outros projetos na área da segurança devem ser prioridades?
"Vamos propor alterações no Código Penal, na Lei de Execuções penais, no Estatuto da Criança e do Adolescente e mesmo na Constituição, sempre com finalidade de endurecimento. Todo mundo sabe que investimento na educação é o principal, mas leva 20, 30 anos para dar resultado. A curto prazo, o único remédio que temos para o controle da criminalidade é o endurecimento. O marginal pode ser tudo menos bobo. Sabe que, se cometer homicídio e for condenado sem progressão da pena, saída temporária, visita íntima ou celular na cadeia, vai pensar duas vezes".
O sr. tem licença para porte [poder carregar uma arma, e não mantê-la em casa ou no local de trabalho, como determina a posse?
"Tenho uma pistola. E, por incrível que pareça, depois de 24 anos de Polícia Militar, de ter sido capitão da PM, presidente da bancada da bala, não tenho direito a porte de arma. Por quê? Porque fica a critério do delegado da Polícia Federal conceder ou não uma. E raramente existe essa possibilidade. Várias categorias, como policiais que se aposentam, não têm direito. É um absurdo".
O sr. vem enviando pelo WhatsApp charges para criticar o apoio do PSL a Maia.
"Entendo perfeitamente que o PSL precisa ter espaço na Mesa, precisa de cargos e tudo o mais. Mas o que compartilhei foi uma charge irônica sobre a deputada [Joice Hasselmann] que tinha tecido críticas severas ao Maia e depois estava quase que fazendo juras de amor ao Rodrigo".
Como sua candidatura é viável, se nem sequer seu partido o endossa?
"Maia já é o mais votado no primeiro turno, sabemos disso aí. Mas a eleição deve se decidir no segundo turno. No primeiro, meus adversários mesmo acabam sendo o JHC [PSB-AL], o Fabinho Ramalho [MDB-MG], o Alceu Moreira [MDB-RS], até mesmo o Kim Kataguiri [DEM-SP], o Freixo [PSOL-RJ]. Com esses aí levo uma pequena vantagem. Temos 20 policiais militares eleitos, sou o presidente da bancada da segurança e tenho grande acesso ao pessoal do PSL, do PR. No segundo turno o favoritismo do Rodrigo se inverte um pouco: eu, como capitão, militar e amigo do Bolsonaro? Tenham certeza absoluta que PT, PC do B, PSOL e Rede vão estar subindo no palanque do Rodrigo. Aí, ver o pessoal da esquerda apoiando o Rodrigo, talvez o antipetismo fale mais alto".
Como os militares devem ser contemplados na reforma da Previdência?
"Tem que ter tratamento diferenciado. Não temos os mesmos direitos: limitação de jornada de trabalho, gratificação por trabalho noturno, direito a greve. Não pode imputar os mesmos deveres de uma categoria comum".

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