Embora a Lava Jato só tenha cumprido mandado de busca e apreensão em empresa de Vitória, a Hangar Business, na fase deflagrada nesta semana, o juiz federal Sérgio Moro já havia determinado o bloqueio de contas da filial capixaba de uma outra, a Partners Air.
Foi em fevereiro de 2017, na 38º fase da operação, chamada de Blackout. Na ocasião, Moro determinou o bloqueio de até R$ 50 milhões de dois operadores do PMDB, Jorge e Bruno Luz, e de Apolo Santana Vieira, apontado como um dos donos do avião que caiu com então candidato à Presidência, Eduardo Campos, em 2014, e de 19 empresas deles.
Entre elas, a matriz e nove filiais da Partners Air. Uma delas funcionou em Vitória até 2014, quando foi oficialmente transferida para o Rio. Bruno Luz e a Luz Participações, empresa da família dos operadores, aparecem na relação de sócios da filial de Vitória.
A atividade formal da Partners é comércio varejista de combustíveis. Condenados por Moro, Jorge e Bruno, pai e filho, são considerados responsáveis por viabilizar pagamento de propina a políticos do PMDB nacional e a funcionários da Petrobras entre 2006 e 2008.
Atualmente
Hoje, o empresário capixaba Carlos Magno Nunes Barcelos aparece como sócio-administrador da Partners que funcionou em Vitória. Por meio da assessoria jurídica, ele informou que a empresa não é investigada naquela operação, tanto que o próprio juiz Sérgio Moro, ao apreciar os esclarecimentos prestados, reduziu o bloqueio à parcela pertencente ao sócio que era investigado.