Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Corte Especial

Denúncia da Operação Naufrágio entra na pauta do STJ

Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça pode decidir em 8 de abril se denúncia será enviada ao Espírito Santo

Publicado em 30 de Março de 2019 às 20:23

Letícia Gonçalves

Publicado em 

30 mar 2019 às 20:23
Policiais federais deixam o Tribunal de Justiça do Espírito Santo durante uma das ações da Operação Naufrágio, em 2008 Crédito: Nestor Muller / Arquivo

Deflagrada há mais de dez anos e com denúncia apresentada em fevereiro de 2010 pelo Ministério Público Federal (MPF), a Operação Naufrágio ainda está sem desfecho. Mas entrou na pauta da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os ministros devem tratar do caso no próximo dia 8. O Ministério Público Federal (MPF) já solicitou o envio dos autos, ainda que em parte, ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). 

Deflagrada em dezembro de 2008, a Naufrágio desvendou, de acordo com o MP, “um modo de atuação empregado para a negociação de decisões judiciais, no âmbito do Tribunal de Justiça, para a criação de cartórios e para a influência em concursos públicos” e tramita sob sigilo. Foi o maior escândalo do Judiciário capixaba.

Entre os denunciados há um desembargador, advogados, um procurador de Justiça do Ministério Público Estadual, empresários, um ex-prefeito e ex-servidores do Tribunal de Justiça. Sem análise da denúncia, nenhum dos acusados pode ser considerado réu. Ao todo, são 26 pessoas. Quatro já morreram.

A expectativa de que o caso tivesse andamento veio em junho do ano passado, quando o STJ confirmou que o ministro Francisco Falcão, relator da Ação Penal 623 (relativa à Operação Naufrágio), concluiu seu voto e pediu para que o processo fosse pautado para o dia 15 de agosto. No entanto, o processo foi retirado de pauta. 

DESMEMBRAMENTO

Em setembro o MPF manifestou-se pelo envio dos autos ao TJES, para que os desembargadores definam o destino da denúncia e o prosseguimento do caso, com o possível julgamento dos denunciados, inclusive o desembargador, colega dos integrantes do Pleno do tribunal.

O MPF também pediu, como alternativa, o desmembramento da denúncia, mantendo alguns dos denunciados no TJES, outros no primeiro grau do Judiciário e o desembargador com foro no STJ.

Se a denúncia for recebida - e isso pode ocorrer em relação a apenas algumas das pessoas - ainda não será o fim da história. Os denunciados com denúncia recebida tornariam-se réus e ainda vai faltaria o julgamento do caso em si. Vários crimes já prescreveram.

ENTENDA A OPERAÇÃO NAUFRÁGIO

O que é

Deflagrada em dezembro de 2008, a Operação Naufrágio investigou um esquema de venda de sentenças no Judiciário do Espírito Santo, além de loteamento de cartórios extrajudiciais, nepotismo e de fraudes em concursos públicos.

Denúncia

Em 2010, 26 pessoas foram denunciadas à Justiça pela Procuradoria Geral da República. Entre elas, quatro desembargadores, quatro juízes, seis advogados, um procurador de Justiça do Ministério Público Estadual, dois empresários, um ex-prefeito e ex-servidores do TJES. Quatro dessas pessoas já morreram.

Demora

Até hoje a denúncia ainda não foi recebida ou rejeitada, portanto, não há réus. A indefinição do local onde o processo será julgado foi o fator que mais contribui para a demora do julgamento. O caso já passou pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde começou, pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES), pelo Supremo Tribunal Federal (STF), voltou ao STJ e agora pode voltar ao TJES.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

O município da Serra teve diferença na votação de segundo turno com margem apertada
Na Serra, Pazolini venceu em 41 bairros e Ricardo em 30 no 2º turno; veja mapa
Imagem de destaque
Israel vai às urnas, e legado do 7 de outubro pode definir se Netanyahu terá seu sétimo mandato
Imagem de destaque
Ian Bremmer: 'Se Lula não agir rápido na economia, o mercado vai castigá-lo duramente'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.