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Prédio de luxo

Curva na reta e vidro belga: as polêmicas da sede da Petrobras no ES

Suntuosa edificação que custa R$ 176 milhões ao ano, segundo presidente da empresa, mudou desenho da Reta da Penha e tem investigação de sobrepreço

Publicado em 21 de Agosto de 2019 às 13:01

Vinícius Valfré

Publicado em 

21 ago 2019 às 13:01
Construção da sede da Petrobras em Vitória Crédito: Edson Chagas
De fora, parece que é grande. Por dentro, é maior ainda. O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, constatou que a sede da estatal em Vitória é bonita, mas também muito cara. Nesta semana, o dirigente revelou que o prédio, inaugurado em 2012, custa R$ 176 milhões por ano. Mas gastos e peculiaridades da estrutura levantam polêmicas desde que ela foi projetada a capital capixaba.
 
A começar pela curva que ela impôs à via notabilizada por ser uma reta. A avenida Nossa Senhora da Penha, a nossa Reta da Penha, ganhou uma sinuosidade para facilitar o acesso e a saída do prédio.
Curva na Reta da Penha em frente à sede da Petrobras em Vitória Crédito: Reprodução/Google Maps
De cima, é possível ter ideia sobre a dimensão da estrutura:
Sede da Petrobras em Vitória vista de cima Crédito: Reprodução/Google Earth Studio
VIDRAÇAS BELGAS
As vidraças esverdeadas que captam os primeiros olhares de quem mira o prédio também foram motivo de uma longa polêmica. A Petrobras comprou os vidros da Bélgica ao custo aproximado de R$ 12 milhões. A importação abriu uma briga com fabricantes nacionais, interessadas em fazer a estatal comprar o material por aqui.
À época, a Petrobras disse não ter encontrado o vidro que pretendia no mercado nacional. A indústria brasileira protestou e disse que sempre foi interesse da estatal comprar o produto importado, tanto é que o edital dava como referência um produto de fabricação belga.
PERSIANAS ITALIANAS
Para combinar com os vidros vindos da Bélgica, persianas italianas foram encomendadas. Elas têm a tecnologia de fecharem-se automaticamente.
Estimavam-se 90 mil metros quadrados de vidro. Para efeito de comparação, o Parque Chácara Paraíso, construído no Barro Vermelho como contrapartida da Petrobras por conta da instalação da megaestrutura no bairro, foi erguido em área de 15 mil metros quadrados.
Sede da Petrobras na Reta da Penha: obra gerou transtorno à vizinhança Crédito: G1
GASTO
O gasto para tirar o prédio do chão é um capítulo à parte na história da sede da Petrobras. O Tribunal de Contas da União (TCU) fez as contas. Quando a estrutura era apenas um plano, a estatal previa gastar R$ 90 milhões. Quando a licitação foi lançada, o preço foi de R$ 436,6 milhões. Só que a obra foi contratada por R$ 486,1 milhões. Após vários aditivos, o preço final foi R$ 567,4 milhões. Ou seja, 6,3 vezes mais que o inicial. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investiga cartel na obra da sede da Petrobras em Vitória.

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