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Bolsonaro diz que ambiente acadêmico é "massacrado pela esquerda"

Segundo o presidente, uma das prioridades do governo 'é quebrar o ciclo da massa hipnotizada'

Publicado em 11 de Março de 2019 às 14:26

Publicado em 

11 mar 2019 às 14:26
Jair Bolsonaro Crédito: Reprodução/Instagram

Em meio às recentes polêmicas no Ministério da Educação, que incluem uma aparente disputa entre um grupo ligado a Olavo de Carvalho, militares e técnicos em cargos comissionados, o presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter para dizer que o ambiente acadêmico está sendo "massacrado" pela ideologia de esquerda e que "tripudia o capitalismo". Segundo ele, uma das prioridades do governo "é quebrar o ciclo da massa hipnotizada".

Bolsonaro diz que o ambiente acadêmico "vem sendo massacrado pela ideologia de esquerda que divide para conquistar e enaltece o socialismo e tripudia o capitalismo". "Neste contexto a formação dos cidadãos é esquecida e prioriza-se a conquista dos militantes políticos", escreveu.

Por isso, de acordo com o presidente, uma das prioridades do governo "é quebrar o ciclo da massa hipnotizada comendo migalhas enquanto seus líderes nadam em milhões da corrupção do erário". "Infelizmente, é um trabalho duro e demorado, pois ao longo de anos o aparelhamento do estado foi estrategicamente gigantesco", continuou.

Bolsonaro, no entanto, afirmou que o trabalho já começou. "Não se refaz da noite para o dia algo tão grande, mas um ponto de partida já existe e estamos fazendo nossa difícil parte. Desejamos que outras gerações se organizem e levem adiante esta sementinha que foi plantada por muitos", afirmou.

Por fim, o presidente disse que o objetivo é que "impeçamos para sempre que o mal que esteve tão perto de destruir nosso país volte com força". "Defeitos, todos temos, mas a maldade formada para destruir é nata e organizada apenas por um lado. Vamos trabalhar juntos para resgatar nosso amado Brasil!", concluiu.

DISPUTA

Integrantes do grupo do filósofo e escritor Olavo de Carvalho acusaram nas redes sociais os militares de tentarem expurgá-los do Ministério da Educação para frear as investigações da “Lava Jato da Educação”, um pente-fino anunciado pelo governo nos contratos firmados nas gestões passadas. Os “olavistas” dizem que os coronéis e generais da reserva com cargos na pasta isolaram o ministro Vélez Rodríguez e “sabotaram” ações no setor defendidas na campanha de Jair Bolsonaro.

Na sexta-feira, Olavo usou as redes sociais para pedir a seus alunos a deixaram os cargos. No Facebook, ele escreveu que oficiais militares induzem Vélez a tomar “atitudes erradas” e lançam a culpa nos seus alunos.

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