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Previdência de parlamentares

Após reportagem, Marcos do Val abre mão de aposentadoria especial

Pelo regime diferenciado, parlamentares sofrem desconto maior no salário do que pelo INSS, mas podem se aposentar com valor superior

Publicado em 17 de Junho de 2019 às 22:04

Letícia Gonçalves

Publicado em 

17 jun 2019 às 22:04
Senador Marcos do Val desistiu do Plano de Seguridade Social dos Congressistas Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado
No Facebook, nesta segunda-feira (17), Do Val disse que adotou a nova postura porque "o povo entende que isso (a aposentadoria especial) é mais um privilégio". Dos 13 membros da bancada federal, somente ele, Rose de Freitas (Podemos) e Evair de Melo (PP) estão no regime especial, que possibilita que o valor da aposentadoria seja superior ao teto do INSS, que hoje é de R$ 5.839,45. 
"Decidi abrir mão do Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC) (a famosa aposentadoria especial) a que tenho direito. Não por achar que estava fazendo algo imoral. Uma vez que nesse regime eu pagaria bem mais do que o plano sujeito às regras do INSS", escreveu Do Val.
"No regime do INSS, o desconto no salário é bem menor, de R$ 621 mensais (11% sobre o teto). Já os que escolheram a aposentadoria especial têm que contribuir com R$ 3.713 por mês (11% sobre o salário de parlamentar) por 35 anos. A aposentadoria especial se banca, não tem nenhuma imoralidade."
"Porém, o povo do meu estado e do Brasil entendem que isso é mais um privilégio e vem me solicitando para abrir mão. Como optei por um mandato participativo, ouvindo sempre meu eleitorado, decidi, na tarde desta segunda-feira abrir mão da aposentadoria do Senado", complementou.
Após a publicação deste texto, o senador reagiu, também por meio do Facebook: "Após reportagem....só pode ser brincadeira! Abri mão após escutar os Capixabas durante esse final de semana que estive no meu estado". A reportagem em questão foi publicada no sábado em A Gazeta e logo pela manhã do mesmo dia no Gazeta Online.
O PLANO DOS PARLAMENTARES
Por ano, a contribuição nesse regime rende R$ 964,65 a mais para a aposentadoria. Mas isso depende de quanto tempo de mandato o parlamentar tem. Um senador, por exemplo, tem oito anos em um só mandato.
"Se ele completar oito anos de mandato, ele consegue se aposentar com R$ 7.717,25, valor que está acima do teto de aposentadoria no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Mas teria que possuir simultaneamente 35 anos de contribuição em qualquer regime previdenciário e ter 60 anos, independentemente do sexo. Por isso, é mais vantajoso emendar um mandato no outro, especialmente quando se aproxima dos 60 anos”, avalia o economista Juliano César Gomes.

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