Apesar da prisão de Vasco Cunha Gonçalves, empossado na segunda-feira (28) como diretor-presidente do Banestes, o banco público capixaba não é alvo da Operação Circus Maximus, deflagrada nesta terça-feira por determinação da Justiça Federal do Distrito Federal. As investigações são concentradas em supostas práticas criminosas no Banco de Brasília (BRB), presidido por Vasco entre 2015 e 2018.
O trabalho de apuração é feito pelos procuradores da República que compõem a força-tarefa Greenfield.
Nos pedidos de prisão e de busca e apreensão apresentados pelo Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF/DF) não há qualquer suspeita lançada sobre o Banestes ou sobre diretores do banco. Ao autorizar as prisões e as buscas, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, menciona o Banestes apenas ao dizer que a indicação de Vasco não elimina a necessidade de prisão, por conta de atos anteriores dele, no BRB.
"O fato de já ter sido indicado para a presidência do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) não ameniza ou elimina a necessidade da prisão preventiva", destacou na decisão, de 8 de janeiro. A posse de Vasco Gonçalves no Banestes foi na segunda-feira (28), segundo o governo do Espírito Santo.
A assessoria de imprensa do Banestes, por nota, informou que foi pega de surpresa com a operação. "O nome de Vasco Cunha Gonçalves foi aprovado pelo Banco Central, que promove rigorosa análise dos currículos dos indicados para bancos públicos. A operação estava em segredo de Justiça e o governo foi, assim, surpreendido pelos fatos", frisou.
O Banco Central também foi procurado pela reportagem para comentar os critérios de aprovação. Informou apenas que "não comenta situações específicas de instituição regulada".
(Com colaboração de Letícia Gonçalves)