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Rachid em Vila Velha

Advogado alvo da Operação Endosso vai ao TJES para recuperar celular

José Amazias Correia dos Santos é advogado do vereador de Vila Velha Osvaldo Maturano, que é investigado por suposto esquema de rachid

Publicado em 22 de Julho de 2019 às 21:50

Vinícius Valfré

Publicado em 

22 jul 2019 às 21:50
Advogado José Amazias Correia dos Santos, alvo da Operação Endosso. Ele é um dos servidores do vereador Osvaldo Maturano, suspeito de rachid Crédito: Facebook/José Amazias Correia dos Santos
O advogado José Amazias Correia dos Santos, alvo de um mandado de busca e apreensão na Operação Endosso, na última sexta-feira (19), apresentou recurso ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) nesta segunda (22) para tentar reaver seu aparelho celular.
O dispositivo foi levado pela Polícia Federal quando o mandado foi cumprido na casa dele, no bairro Alvorada. Amazias é advogado e assessor de gabinete do vereador Osvaldo Maturano (PRB), investigado por supostamente se apropriar de parte dos salários de funcionários, prática conhecida como rachid.
Em nota, a a Diretoria de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Espírito Santo (OAB-ES) informa que vai requerer cópia integral do inquérito policial e, após análise, tomará as medidas cabíveis.
Na sexta, o advogado protestou contra o fato de ter o aparelho celular apreendido. O cumprimento do mandado de busca foi acompanhado por um representante da OAB, como determina a lei.
"Meu telefone é uma extensão do meu trabalho. Tenho mais de mil clientes. Então tem negociações com empresas, acordos com bancos. Não posso sofrer um efeito ricochete por causa de um político. Está sendo feito um habeas corpus para que seja liberado meu aparelho. Como não tenho nada a temer, farei na segunda-feira", disse à reportagem na ocasião.
RACHID
As únicas informações divulgadas pelas autoridades até o momento apontam que assessores sacavam dinheiro das contas bancárias e, em seguida, depositavam nas contas de terceiros e na conta de uma empresa do vereador. Extratos bancários e recibos foram apreendidos na casa de Osvaldo Maturano.
O vereador de Vila Velha Osvaldo Maturano durante sessão na Câmara Crédito: Facebook Osvaldo Maturano
O gabinete de Maturano possui sete assessores. Desses, quatro são investigados na operação e têm salários de R$ 4.653,75. A Câmara de Vila Velha informou que o gabinete continua funcionando normalmente durante o recesso parlamentar e que, até o momento, não foi notificada foi sobre o assunto. 
O MPES não divulgou novas informações sobre a investigação. Osvaldo Maturano também foi procurado nesta segunda, mas não retornou às ligações da reportagem. Na última sexta-feira (19) quando a Operação Endosso foi deflagrada, o vereador negou ter praticado crimes. 
"Não (fiz rachid), Deus me livre! Tanto é que não acharam nada. Eu tenho empresa, tenho patrimônio, mas não sei de onde eles tiraram. O processo está em segredo de Justiça. Estou tranquilíssimo", disse. 
(Com colaboração de Maíra Mendonça)

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