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Velejadora capixaba é assaltada e agredida por piratas na Bahia

Maria Augusta Favarato, que mora à bordo do barco com o marido e um cachorro, fez um desabafo e contou como tudo aconteceu; veja vídeo

Publicado em 26/07/2019 às 16h57
Velejadora foi atacada por piratas no litoral sul da Bahia. Crédito: Reprodução | Redes sociais
Velejadora foi atacada por piratas no litoral sul da Bahia. Crédito: Reprodução | Redes sociais

Uma velejadora capixaba — que morou em Valparaíso, na Serra, por 18 anos — foi assaltada e agredida por piratas (bandidos que atuam em alto-mar) em Camamu, no litoral da Bahia, na quarta-feira (24). Nas redes sociais, Maria Augusta Favarato fez um desabafo e contou como tudo aconteceu. Ela relata que, em cinco minutos, viveu cenas de terror e foi muito agredida pelos bandidos, que chegaram em uma canoa e levaram cerca de R$ 1,2 mil.

"Após meu marido sair com o cachorro para passear, fui surpreendida por dois homens. Um ficou na canoa e outro subiu à bordo, com uma faca na mão. Quando percebi o perigo, infelizmente não havia nenhum tipo de arma em mãos e não teria tempo de reagir", explicou. Em um vídeo enviado para a reportagem do Gazeta Online, Maria Augusta diz que foi dominada, amordaçada e presa pelos pés em uma cadeira, com as mãos nas costas.

VEJA VÍDEO

A velejadora seguia com o marido para Recife, onde ambos participariam de uma regata nesta semana. Em um post no Facebook, ela detalha como foi a ação dos piratas. "O cara da canoa dizia: rápido, só pegue o dinheiro. Minha pressão caiu e eu desmaiei. Quando acordei, meus pés estavam roxos pelo aperto da fita na cadeira", relata.

Guta Favarato, velejadora

Eles perguntaram por dinheiro, só dinheiro, que estava em uma mochila. Amordaçada, eu não tinha como responder e, por isso, apanhei no rosto, nas pernas, nas costelas e estômago. Quando encontraram a bolsa, levaram o dinheiro que tínhamos à bordo e mais nada

Por fim, a mulher conseguiu se soltar das amarras e pediu ajuda pelo rádio. "Gostaria de agradecer ao Barba Negra que me desatou, e a todo o pessoal: Caboges, Strega, Beijupirá que foram carinhosos e cuidadosos comigo. Estou toda dolorida e com machucados bem feios", contou.

Na segunda-feira (29), ela vai realizar um exame de corpo de delito e formalizar um boletim de ocorrência junto à Polícia Militar da Bahia.

VEJA POST

TRAJETÓRIA

Hoje, Maria Augusta Favarato mora à bordo com o marido Fausto Pignaton e com o cachorrinho Pinscher Xerife. Ela e o esposo se conheceram há 18 anos enquanto ele construía um veleiro. Os dois fizeram uma volta ao mundo durante quatro anos, voltaram para o Brasil e voltaram, também, a trabalhar com charter. "É tipo uma pousada flutuante", explicou. 

"Somos conhecidos na náutica pelo nosso trabalho há mais de 10 anos. Somos o primeiro casal a documentar uma volta ao mundo pelo Youtube. Infelizmente ficamos mais famosos quando acontece uma coisa ruim do que pelos anos de coisas boas que desenvolvemos. Até no mar, onde as pessoas acham que é fuga para os problemas de terra, a violência está presente. Não tem jeito", finalizou a velejadora.

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