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Feminicídio em Linhares

Professora pediu medida protetiva dois dias antes de ser morta no ES

Segundo o Tribunal de Justiça do Espírito Santo, o oficial de justiça saiu para cumprir o mandado na quarta-feira (31), ou seja, mesmo dia em que ela foi morta

Publicado em 05 de Agosto de 2019 às 21:22

Leonardo Lucas da Silva

Publicado em 

05 ago 2019 às 21:22
O suspeito de cometer o crime era ex-namorado de Suelen e não aceitava o fim do relacionamento Crédito: Redes Sociais/Reprodução
A professora Suelen Souza Silva, de 33 anos, receberia a intimação com o deferimento da medida protetiva contra o ex-namorado Tarcizo dos Santos Cortes, de 32 anos, no dia em que foi assassinada a tiros por ele dentro a casa onde morava com os pais no bairro Interlagos, em Linhares, no Norte do Estado. A informação é do Tribunal de Justiça do Espírito Santo.
Após ser ameaçada, Suelen procurou a Delegacia Regional de Linhares no dia 29 de julho, onde registrou um boletim de ocorrência e solicitou medida protetiva. A Polícia Civil enviou a solicitação para a Justiça.
Em nota, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), disse que o pedido foi distribuído para a 4ª Vara Criminal de Linhares no dia 30 de julho e nesse mesmo dia o processo chegou ao gabinete da juíza. Ainda na terça-feira, a magistrada concedeu a medida. Segundo o TJES, na quarta-feira (31) um oficial de justiça saiu para cumprir o mandado, mas a professora já tinha sido morta.
De acordo com o Tribunal de Justiça, a análise dos pedidos de medida protetiva é feita no prazo de 48 horas e que no caso da professora Suelen Souza Silva, a juíza decidiu em menos de 12 horas.
INVESTIGAÇÃO
Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (5), o delegado Leandro Sperandio, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Linhares, deu detalhes sobre as investigações e confirmou que dias antes de morrer, a professora pediu medida protetiva contra o ex-namorado.
Segundo ele, o crime foi enquadrado como feminicídio. “Podemos concluir que a causa da morte foi a violência de gênero, a não concordância do fim do relacionamento”, explicou.
Ainda de acordo com o delegado, o suspeito não tinha passagens pela polícia. Tarcizo foi encaminhado para a Penitenciária Regional de Linhares. A prisão dele é temporária e vale por 30 dias, tempo suficiente para a Polícia Civil avaliar a conclusão das perícias e terminar as investigações.
O CRIME
A professora Suelen Souza Silva, de 33 anos, foi morta a tiros na manhã do dia 31 de julho, dentro da casa onde morava com os pais no bairro Interlagos, em Linhares, no Norte do Estado. O crime aconteceu por volta das 11h.
De acordo com testemunhas, o suspeito teria pulado o muro da residência e arrombado a porta da cozinha. Ao perceber a invasão, a vítima se trancou dentro de um banheiro, mas o suspeito conseguiu arrombar a porta e efetuou os disparos.
 

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