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"Miragem"

Operação no RJ mira quadrilha que movimentou R$ 25 milhões e fez vítimas no ES

Grupo aplicava golpes com falso intermediário em negociações e causou prejuízo a pelo menos três pessoas de uma família de Vila Valério
Adrielle Mariana

Publicado em 

16 abr 2026 às 10:26

Publicado em 16 de Abril de 2026 às 10:26


Uma operação das polícias civis do Espírito Santo e do Rio de Janeiro desarticulou uma quadrilha de estelionato que movimentou mais de R$ 25 milhões em menos de um ano. O grupo aplicou um golpe contra três membros da mesma família em Vila Valério, no Noroeste do Espírito Santo.


A ação, batizada de “Operação Miragem”, resultou na prisão de dois integrantes do grupo: Gabriel Magalhães Linhares, de 39 anos, e Lucas da Conceição Cruz, de 27, no estado do Rio de Janeiro.


De acordo com as investigações da Polícia Civil, a família capixaba teve um prejuízo de cerca de R$ 397 mil durante a negociação de uma caminhonete de luxo. No golpe, os criminosos se passaram por vendedores de uma concessionária e direcionaram os pagamentos para contas de terceiros, registradas no Rio de Janeiro.


Segundo a polícia, além de estelionato, os suspeitos também são investigados por falsidade ideológica e lavagem de dinhe

iro, com atuação em diversos estados do país. O trabalho de inteligência permitiu mapear o fluxo financeiro milionário e identificar a estrutura organizada da quadrilha.

Veja como funcionava o esquema


O caso, considerado de alta complexidade, é uma evolução do chamado “golpe do intermediário”. A vítima se interessou por uma caminhonete anunciada na internet, avaliada em mais de R$ 450 mil. Ao entrar em contato com o suposto vendedor, foi informada de que poderia obter desconto por meio de uma carta de crédito de consórcio.


Para dar aparência de legalidade, os criminosos incluíram uma terceira pessoa na negociação, que se passou por funcionário da administradora do consórcio. Esse falso atendente orientou a vítima a procurar o veículo em uma concessionária de confiança.


A partir desse momento, os golpistas passaram a controlar a comunicação entre a vítima e o vendedor verdadeiro, em um esquema conhecido como “sequestro de comunicação”.


Um dos suspeitos chegou a se passar pelo vendedor da concessionária, utilizando um número com a foto dele, e confirmou falsamente que a negociação era legítima. Convencida, a vítima realizou quatro transferências bancárias, totalizando cerca de R$ 397 mil, para contas indicadas pelos criminosos.


O golpe só foi descoberto dias depois, quando o verdadeiro vendedor entrou em contato informando que não havia recebido qualquer valor.


A Polícia Civil informou que a Justiça determinou o bloqueio de bens dos suspeitos, como veículos, imóveis e contas bancárias, para tentar garantir o ressarcimento do prejuízo.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema. Segundo a polícia, os materiais apreendidos, como celulares e documentos, serão analisados para localizar novos integrantes do grupo e possíveis vítimas em todo o país.


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