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Gurigica

Parente de grávida morta por bala perdida em Vitória narra desespero

Pâmela Soares foi atingida quando estava dentro de casa, tentando proteger a sobrinha, uma criança de 4 anos

Publicado em 15 de Agosto de 2018 às 21:45

Redação de A Gazeta

Publicado em 

15 ago 2018 às 21:45
Pâmela Soares, grávida que morreu baleada dentro de casa, em Gurigica, Vitória Crédito: Facebook
"Foi um desespero ver aquele enterro". É assim que uma parente da família, que preferiu não ter a identidade revelada, descreve o sepultamento da jovem Pâmela Vitória Soares, de 23 anos, que estava grávida e morreu após ter sido atingida por uma bala perdida dentro de casa, em Gurigica, Vitória.
O velório e o enterro, que aconteceram nesta quarta-feira (15), no Cemitério de Maruípe, na Capital, foram marcados de muita tristeza e emoção. A imprensa não teve acesso ao local. “A família está muito abalada, estamos muito tristes. Antes do cortejo e na hora de enterrar, fizemos um momento de oração”, comentou a parente.
Deus vai ter que dar muita força agora para a família reagir
Ainda de acordo com ela, tudo aconteceu muito rápido e pegou a família de surpresa. “A menina foi atingida dentro de casa, ninguém esperava que isso fosse acontecer”, desabafou.
Grávida de sete meses, Pâmela morreu ao dar entrada no Hospital São Lucas, também em Vitória. Um parto de emergência foi realizado e Laura nasceu prematura. O bebê sofreu duas paradas cardíacas e precisou ser transportada dentro de uma incubadora pelo Samu para o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), em Maruípe.
Parto de emergência salva vida da pequena Laura Crédito: Fernando Madeira | GZ
A transferência foi necessária pois a criança precisava de atendimento em Unidade de Tratamento Intensivo Infantil (Utin). Na manhã desta quarta-feira (15), a informação era de que o estado de saúde de Laura era grave. À tarde, o bebê morreu
BALEADA DENTRO DE CASA
Segundo informações da polícia, Pâmela estava em casa com a irmã, que havia chegado do trabalho, e a sobrinha, de 4 anos, por volta das 14 horas desta terça-feira (14), quando começou um tiroteio entre criminosos na rua Botafogo.
Familiares contaram que para proteger a sobrinha, que estava em cima da cama, próximo à janela do quarto, Pâmela tentou abraçá-la e, nesse momento, foi atingida por um tiro em cima do olho, no lado direito da cabeça.
Em meio ao desespero, a irmã de Pâmela gritou por socorro. Vizinhos e amigos pararam um carro na rua. O motorista ajudou a levar Pâmela para o Hospital São Lucas. O carro parou depois de uma freada brusca e barulhenta em frente ao hospital, chamando a atenção de quem aguardava atendimento, e fazendo com que todos se chocassem com a cena de socorro à grávida.
As pessoas que estavam com ela gritavam por ajuda, desesperadas, algumas também sujas de sangue”, contou uma estudante, de 21 anos, que aguardava para visitar o pai internado.
Estudante de 21 anos, que aguardava para visitar o pai internado
Os parentes contaram que a vítima chegou à unidade hospitalar com vida. Cerca de duas horas depois, familiares foram chamados pelo corpo médico e receberam duas notícias: Pâmela estava morta e a bebê havia nascido, após uma cesárea de emergência. 
Pâmela pretendia se mudar da região justamente pelos constantes tiroteios, segundo uma das irmãs da vítima. De acordo com um membro da família, que aceitou conversar com a reportagem do Gazeta Online, a vítima cuidava de uma sobrinha para conseguir ter uma renda melhor.

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