Uma operação da Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (26) para investigar um grupo suspeito de furtar gado em Presidente Kennedy, no Litoral Sul do Espírito Santo. Segundo a polícia, as partes nobres dos animais abatidos eram destinadas, em sua maioria, a açougues de Marataízes e Itapemirim.
Coordenada pelo delegado de Presidente Kennedy, Daniel de Araújo Santos, a operação ocorre em endereços de investigados nas duas cidades, incluindo locais usados para armazenamento das carnes e estabelecimentos comerciais apontados como pontos de revenda. A investigação começou há cerca de dois meses, após o furto de várias cabeças de gado em uma propriedade rural do município.
Em Itapemirim, dois homens, de 30 e 45 anos, foram presos. Eles são sogro e genro e são proprietários de um açougue localizado em Campo Acima. No estabelecimento, foram apreendidos 130 quilos de carne considerada imprópria para consumo e venda.
Segundo a Polícia Civil, os dois homens presos pagaram fiança e vão responder em liberdade pelo crime de vender e expor à venda alimento impróprio para consumo. A defesa dos suspeitos foi procurada e informou que prefere não se manifestar.
Já em um açougue de Marataízes, o proprietário não foi encontrado, mas foi identificado e intimado pela Polícia Civil. No local, foram apreendidos 100 quilos de carne e uma caminhonete branca, que, segundo a corporação, era utilizada para transportar a carne furtada. Os dois estabelecimentos foram fechados pela Vigilância Sanitária.
De acordo com o delegado, o grupo atuava em diferentes localidades do Sul do Estado, furtava os animais e realizava o abate ainda no local do crime. “O modus operandi identificado demonstra elevado grau de especialização na prática do abigeato e indica a possível participação dos investigados em outros crimes semelhantes ocorridos no sul capixaba”, afirmou.
Ainda segundo a Polícia Civil, os responsáveis pelos estabelecimentos que comercializavam a carne tinham conhecimento da procedência ilegal dos produtos. A operação contou com o apoio técnico das Vigilâncias Sanitárias de Marataízes e Itapemirim, que fiscalizam os locais relacionados à investigação.
A Prefeitura de Itapemirim informou que a Vigilância Sanitária atuou na fiscalização dos produtos apreendidos, que serão inutilizados e descartados de forma adequada, conforme os procedimentos sanitários.
Procurada por A Gazeta, a Prefeitura de Marataízes informou que prestou apoio à operação da Polícia Civil e, por isso, não divulgaria outras informações sobre a ação.