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Fogo Cruzado

Operação mira comércio ilegal de armas em Cariacica, Viana e Vitória

Ação cumpre dez mandados de busca e apreensão e dois de prisão em Viana, Cariacica e Vitória; investigação começou após homicídio em junho.

Publicado em 16 de Outubro de 2026 às 06:51

Jaciele Simoura

Publicado em 

16 out 2026 às 06:51

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16), a Operação Fogo Cruzado, que mira o comércio ilegal de armas de fogo, munições e acessórios. A ação tem como objetivo cumprir dez mandados de busca e apreensão e dois de prisão nas cidades de Cariacica, Viana,  e Vitória, todas na Grande Vitória.


Até o momento, cinco pessoas foram presas e as diligências seguem em andamento. Ainda foram apreendidos um fuzil, duas pistolas, um revólver e diversas munições.


A operação é um desdobramento das investigações sobre o homicídio de Jonathan Carvalho dos Santos, de 34 anos, ocorrido em 14 de junho deste ano, no bairro Canaã, em Viana. Segundo a Polícia Civil, a ação busca avançar nas investigações, reunir provas para esclarecer o assassinato e combater a circulação ilegal de armamentos.


Entre os presos na operação está um homem apontado como responsável por modificar armas de fogo para a organização. Ele teria alterado, inclusive, a arma utilizada no homicídio de Jonathan.


Outro alvo é suspeito de armazenar armamentos para o grupo em uma residência no bairro Resistência, na Capital. 


“Dentro do guarda-roupa dele foi encontrado um fuzil do modelo utilizado pelas forças de segurança. O que nos chamou a atenção foi que o carregador tinha capacidade para até 40 munições. Nós utilizamos carregadores para 30 munições”, disse o chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana, delegado Cleudes Junior.


O delegado Cleudes Junior explicou que as investigações identificaram uma organização criminosa que atuava havia quase dois anos na comercialização ilegal de armas de fogo, munições e acessórios. O grupo foi descoberto após a análise do celular de Renan de Jesus Vicente, de 36 anos, preso suspeito de matar Jonathan. 


De acordo com o chefe da DHPP de Viana, os integrantes trocavam mensagens e participavam de grupos nos quais armas e munições eram oferecidas. Os investigados atuavam como pontos de referência para pessoas interessadas em adquirir esses materiais, inclusive para abastecer o tráfico de drogas. A comercialização era feita pelas redes sociais, sem uma loja física.


“Eles trocavam mensagens, se ajudavam, vendiam e compravam armas, munições e acessórios. Quando alguém precisava de uma arma ou de munição, procurava esses alvos. Eles tinham uma rede de pessoas que forneciam os materiais e outra voltada para a comercialização”, afirmou.

A ação é coordenada pelo delegado Cleudes Junior e conta com a participação do delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno.


Cerca de 80 agentes das forças de segurança participam da operação, incluindo policiais civis, equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Guarda Civil Municipal de Viana (GCMV), do Batalhão de Missões Especiais (BME) da Polícia Militar, da Polícia Penal e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer) da Casa Militar.


O nome Fogo Cruzado faz referência à violência associada à circulação ilegal de armas e munições, que podem abastecer atividades criminosas e contribuir para a ocorrência de crimes violentos.

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