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Esquema de desvio de armas

Justiça decreta nova prisão a militar que desviou armas para o ES

Na função que exercia, Almeida era considerado a mais importante autoridade do setor quanto ao controle de armamentos que circulam nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo

Publicado em 02 de Maio de 2019 às 21:38

Vinícius Valfré

Publicado em 

02 mai 2019 às 21:38
Guerreiros Escola de Tiro e Comércio de Armas Crédito: Fernando Madeira | GZ
A Justiça Militar decretou nova prisão preventiva contra o tenente-coronel do Exército suspeito de desviar armas para clube de tiro do Espírito Santo, embora ele já esteja preso. Ex-chefe do setor de fiscalização de produtos controlados, Alexandre de Almeida havia sido detido em flagrante, no dia 23 de abril. Em seguida, a prisão foi convertida em preventiva. 
Agora, a nova ordem para prendê-lo preventivamente foi tomada dentro do inquérito policial militar aberto para investigar a conduta dele na transferências de armas para a empresa Guerreiros, localizada no Estado. A decisão é desta quarta-feira (01) e foi assinada pela juíza federal da 2ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar, Maria Placidina de Azevedo Barbosa Araújo.
A magistrada acolheu pedido do Ministério Público Militar (MPM). Para o órgão, o auto da prisão em flagrante e o inquérito militar, apesar de correlatos, apuram condutas distintas.
Justiça decreta nova prisão a militar que desviou armas para o ES
O flagrante ocorreu quando, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, foi constatada posse irregular de arma. O inquérito apura o crime de peculato.
Na função que exercia, Almeida era considerado a mais importante autoridade do setor quanto ao controle de armamentos que circulam no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.
De acordo com a apuração do MPM, Alexandre de Almeida orientou o representante da Guerreiros, Marcos Antônio Loureiro de Souza, a ocultar provas. Loureiro, que também é policial militar do Espírito Santo, garante ter sido enganado pelo coronel.
"A conversa mantida claramente demonstra o intuito do TC ALMEIDA ocultar provas; o militar solicitou que o Sr. Marcos retirasse a arma (pistola Taurus 9 mm, objeto inicial da investigação) do clube e orientou o senhor Marcos a mentir às autoridades administrativas para afirmar, inveridicamente, que a referida pistola nunca esteve no Clube de Tiro e a insistir na afirmação e a comentar que o grupo estaria sendo alvo de inúmeras vistorias infundadas, como forma de deslegitimar a atuação das autoridades", diz trecho do relatório do MPM.
Em depoimento, Marcos Loureiro contou ter negociado 110 "armas antigas", por R$ 90 mil, sendo que R$ 50 mil já teriam sido pagos - além de ter dado uma geladeira de presente ao militar do Exército. O armamento foi trazido ao Estado pelo empresário em três viagens feitas de caminhonete.
O clube de tiro Guerreiros, localizado na Serra, foi alvo de vistoria do Exército em 12 de dezembro de 2018. Na ocasião, os representantes das Forças Armadas encontraram no estabelecimento cinco armas brasonadas - identificadas como do Exército.
"Armas brasonadas jamais poderiam ser transferidas à empresa Guerreiros Clube de Tiros. Segundo regramento vigente, armas brasonadas apenas podem ser transferidas para oficiais de carreira do Exército Brasileiro e subtenentes, devendo ser obrigatoriamente devolvidas ao Exército por ocasião de falecimento de militar", salientou o MPM, conforme texto reproduzido na decisão mais recente da Justiça.

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