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Crime na Avenida Vitória

'Foi a mão de Deus que me protegeu', diz universitário baleado em Vitória

Baleado no ponto de ônibus, na frente de faculdade, tentou correr para escapar de assalto

Publicado em 14 de Abril de 2018 às 02:44

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 abr 2018 às 02:44
Universitário precisou passar por cirurgia para retirar a bala da perna Crédito: Fernando Madeira
 
“Foi a mão de Deus que me protegeu.” Essa foi a explicação dada pelo universitário e técnico de informática, 26, a ter sobrevivido após ser baleado quando saía da faculdade particular, em Ilha de Monte Belo, Vitória, na noite de quinta-feira (12).
Os disparos aconteceram depois de dois ladrões armados anunciarem um assalto a estudantes que estavam no ponto de ônibus da Avenida Vitória. Gabriel Gomes Dias foi baleado no peito e morreu no local. Com ele a polícia apreendeu uma arma falsa. O segundo homem que estaria armado não foi localizado.
Naquela noite, as aulas do estudante se encerraram mais cedo. Ele saiu do prédio da faculdade por volta das 20h50 e seguiu a pé em direção ao ponto de ônibus, momento em que percebeu o crime.
“Dois homens usando camisas de time de futebol estavam parados no ponto, em duas bicicletas. Eu ainda estava a uns 10 metros de distância, andando para o ponto, quando vi um deles colocando a mão para o alto e dizendo ‘é um assalto’.”
A reação imediata do universitário foi retornar e correr para a faculdade, na tentativa de escapar do roubo. “Só que assim que eu virei, ouvi uns três tiros. No percurso, senti uma queimação na perna, coloquei a mão e vi sangue. Mesmo ferido, continuei correndo, precisava me salvar”, contou.
Dentro da faculdade, acreditando estar seguro, ele tentou estancar o sangue, que formou uma poça, com a camisa de uma colega, mas não adiantou e ele amarrou o cinto na perna.
A angústia durou até a chegada do Servido de Atendimento Móvel de Urgência para removê-lo ao Hospital de Urgência e Emergência. Ele passou por um cirurgia de retirada do projetil e recebeu alta meia-noite.
Na sexta-feira (13), investigadores estiveram na faculdade e na região ao redor dela fazendo levantamento de câmeras de segurança que possam ter registrado o crime.
“Hoje (sexta), a situação que chegou ao nosso conhecimento é de que houve uma confusão de um roubo em que uma terceira pessoa atirou”, afirmou Eduardo Passamani, delegado que responde interinamente à chefia da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa.
A assessoria de imprensa da faculdade informou que as câmeras da instituição são apenas de monitoramento, não fazem registros de imagens.

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