Foi a mão de Deus que me protegeu. Essa foi a explicação dada pelo universitário e técnico de informática, 26, a ter sobrevivido após ser baleado quando saía da faculdade particular, em Ilha de Monte Belo, Vitória, na noite de quinta-feira (12).
Os disparos aconteceram depois de dois ladrões armados anunciarem um assalto a estudantes que estavam no ponto de ônibus da Avenida Vitória. Gabriel Gomes Dias foi baleado no peito e morreu no local. Com ele a polícia apreendeu uma arma falsa. O segundo homem que estaria armado não foi localizado.
Naquela noite, as aulas do estudante se encerraram mais cedo. Ele saiu do prédio da faculdade por volta das 20h50 e seguiu a pé em direção ao ponto de ônibus, momento em que percebeu o crime.
Dois homens usando camisas de time de futebol estavam parados no ponto, em duas bicicletas. Eu ainda estava a uns 10 metros de distância, andando para o ponto, quando vi um deles colocando a mão para o alto e dizendo é um assalto.
A reação imediata do universitário foi retornar e correr para a faculdade, na tentativa de escapar do roubo. Só que assim que eu virei, ouvi uns três tiros. No percurso, senti uma queimação na perna, coloquei a mão e vi sangue. Mesmo ferido, continuei correndo, precisava me salvar, contou.
Dentro da faculdade, acreditando estar seguro, ele tentou estancar o sangue, que formou uma poça, com a camisa de uma colega, mas não adiantou e ele amarrou o cinto na perna.
A angústia durou até a chegada do Servido de Atendimento Móvel de Urgência para removê-lo ao Hospital de Urgência e Emergência. Ele passou por um cirurgia de retirada do projetil e recebeu alta meia-noite.
Na sexta-feira (13), investigadores estiveram na faculdade e na região ao redor dela fazendo levantamento de câmeras de segurança que possam ter registrado o crime.
Hoje (sexta), a situação que chegou ao nosso conhecimento é de que houve uma confusão de um roubo em que uma terceira pessoa atirou, afirmou Eduardo Passamani, delegado que responde interinamente à chefia da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa.
A assessoria de imprensa da faculdade informou que as câmeras da instituição são apenas de monitoramento, não fazem registros de imagens.