Foi detido na noite de segunda-feira (25), em Terra Vermelha, Vila Velha, João Vitor Santos Fernandes, de 25 anos, conhecido como "Nego Wilson". Segundo a polícia, ele é integrante do Primeiro Comando de Vitória (PCV) e braço-direito de Cleuton Gomes Pereira, o Frajola, líder da facção na região onde a prisão ocorreu.
O homem foi detido por policiais militares durante patrulhamento em Terra Vermelha, quando avistaram um veículo em atitude suspeita na Rua Antônio Elias dos Santos. Ao tentar abordar o carro, o condutor fugiu em alta velocidade.
Os policiais conseguiram chegar até o veículo, na Rua Alagoas, em Normília da Cunha, e não encontraram nenhum material ilícito. O motorista disse aos agentes que não tinha CNH, mas quando os militares foram verificar a identidade dele, constataram um mandado de prisão em aberto.
Procurada na manhã desta terça (26), a Polícia Civil informou inicialmente que o suspeito, de 25 anos, tinha sido conduzido à Delegacia Regional de Vila Velha, onde foi dado cumprimento a um mandado de prisão em aberto pelo crime de tentativa de homicídio. Destacou ainda que o homem teria sido encaminhado ao Centro de Triagem de Viana (CTV).
Apontado pela polícia como braço-direito de líder de facção é detido
No entanto, durante a tarde, a corporação corrigiu a informação e enviou nova nota à imprensa dizendo que ele não foi preso, mas que assinou um termo circunstanciado (TC) por desobediência e por dirigir veículo automotor sem habilitação, e foi liberado após assumir o compromisso de comparecer em juízo.
O outro lado
A defesa de João Vitor, representada pela advogada Paola Marcarini, ressaltou que o mandado de prisão citado pela Polícia Militar foi revogado em abril de 2022, "ou seja, não havia restrição de liberdade contra ele" — embora o mandado ainda conste como ativo no banco nacional do Conselho Nacional de Justiça.
"O encaminhamento de João Vitor pela polícia por suposto mandado de prisão em aberto foi uma tremenda falha da polícia. Havia um contramandado de prisão expedido pela juíza responsável pelo processo desde abril de 2022, ou seja, não havia restrição de liberdade contra ele. Por isso, ele foi liberado na noite de ontem mesmo", afirmou Marcarini.
A advogada frisa ainda que nada de ilícito foi encontrado com o cliente. "Foi assinado na delegacia um termo circunstanciado por suposto crime de desobediência e direção de veículo automotor sem habilitação, o que ainda caberá investigação. Nada que justificasse um imputação de participação em tráfico de drogas", finalizou.
Correção
26/12/2023 - 6:00
Anteriormente a Polícia Civil afirmou que o homem havia sido preso, mas depois corrigiu a informação e informou que ele assinou um termo circunstanciado e foi liberado. O título e o texto foram corrigidos.