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Mulher é impedida de fazer exame por causa do comprimento de bermuda

Paciente precisou pegar uma calça emprestada para ser atendida em hospital de Colatina

Publicado em 26/07/2019 às 16h51
Leida Dias, de 52 anos, foi barrada no Hospital São José por causa do comprimento da roupa. Crédito: Larissa Avilez
Leida Dias, de 52 anos, foi barrada no Hospital São José por causa do comprimento da roupa. Crédito: Larissa Avilez

Esperando desde maio para fazer um exame pré-operatório, a dona de casa Leida Dias, de 52 anos, compareceu à ultrassonografia marcada para esta quinta-feira (25), no Hospital e Maternidade São José, localizado em Colatina, no Noroeste do Estado. Porém, ao chegar no local, ela foi barrada na recepção por causa do comprimento da bermuda, que terminava no meio da coxa.

“Cheguei pouco depois das 13h e me barraram, dizendo que só poderia entrar quem estivesse com roupas abaixo do joelho. Fiquei revoltada!”, desabafou a paciente. “Além de mim, outras duas pessoas também passaram pela mesma situação. Uma, por coincidência, tinha uma roupa dentro da bolsa. Já a outra acabou comprando uma calça por R$ 15”, continuou.

Moradora do bairro Vila Amélia, Leida explicou que não teria tempo de ir até em casa, trocar de roupa e voltar até as 17h – horário informado como máximo para que pudesse realizar o exame agendado. Além disso, ela também afirmou que tinha dinheiro suficiente apenas para retornar à residência.

Leida Dias, de 52 anos, foi barrada no Hospital São José por causa do comprimento da roupa. Crédito: Larissa Avilez
Leida Dias, de 52 anos, foi barrada no Hospital São José por causa do comprimento da roupa. Crédito: Larissa Avilez

“Eu, então, pedi ajuda para uma mulher que estava regando o jardim de uma casa, aqui do lado do hospital. Ela, porém, disse que apenas trabalhava lá e me indicou o bazar no final da rua, dizendo que eles iriam me ajudar. Chegando lá eu expliquei a minha situação e peguei uma calça emprestada”, contou Leida.

“CLIENTES” FREQUENTES

Coordenadora da Pastoral da Criança, entidade responsável pelo bazar, Fátima Roldi disse que esta não é a primeira vez que pacientes do Hospital e Maternidade São José são barrados por causa da roupa e acabam recorrendo ao comércio beneficente para conseguirem fazer os exames. “Já aconteceu várias vezes e nós sempre ajudamos”, comentou.

“Ontem ela (Leida) veio, explicou tudo, pegou a calça e deixou a bermuda dela com a gente. Depois, ela veio, devolveu a calça e foi embora com a bermuda”, explicou Fátima. “Em outras vezes, já aconteceu até da gente doar a peça. Não é por causa de uma roupa que a pessoa vai perder um exame. Estamos aqui para ajudar. É uma questão de solidariedade”, defendeu.

Fachada do Hospital e Maternidade São José, em Colatina. Crédito: Larissa Avilez
Fachada do Hospital e Maternidade São José, em Colatina. Crédito: Larissa Avilez

O OUTRO LADO

Por meio de nota, o Hospital e Maternidade São José informou que todas as normas e regulamentos para visitantes e pacientes internados são públicos e podem ser consultados, tanto no site da instituição, quanto nos corredores do hospital. As orientações seriam destinadas a manter o bem-estar, a higiene e o bom ambiente local.

“ORIENTAÇÕES A VISITANTES”

Com este título, uma tabela publicada no dia 12 de dezembro de 2017, no site do Hospital e Maternidade São José, informa que “não é permitido entrar no hospital usando roupas curtas, decotadas ou transparentes”. 

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