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Protesto

Manifestantes tentam barrar obra no Rio Pequeno, em Linhares

Pescadores e moradores da região ribeirinha foram até a barragem, na manhã desta terça-feira (16), para cobrar auxílio financeiro à Fundação Renova. Eles tentaram impedir a continuação de uma obra no local

Publicado em 16 de Julho de 2019 às 15:12

Publicado em 

16 jul 2019 às 15:12
Manifestantes cobraram uma posição da Fundação Renova quanto ao pagamento de auxílios financeiros após a lama de rejeitos Crédito: Internauta

Um grupo de pescadores e moradores ribeirinhos tentou barrar a obra realizada na barragem do Rio Pequeno, em Linhares, região Norte do Estado, na manhã desta terça-feira (16). Os manifestantes cobraram uma posição da Fundação Renova quanto ao pagamento de auxílios financeiros após a lama de rejeitos de minério atingir o Rio Doce, em novembro de 2015. Para conter o protesto, a Polícia Militar e a Guarda Civil de Linhares foram acionadas.

Os manifestantes afirmam que possuem documentos que comprovam que eles foram afetados pelo desastre. Mas, quatro anos depois, ainda não foram ressarcidos. O pescador Roberto Souza é um deles. Ele contou que trabalha com pesca há quase 20 anos, está com o protocolo de atendimento da Renova em mãos, mas até hoje não recebeu os auxílios da fundação. Já o pescador Erasmo Barbosa alega que recebe o cartão benefício, mas cobra a indenização.

Manifestantes tentam barrar obra no Rio Pequeno, em Linhares

A TRAGÉDIA

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), aconteceu em novembro de 2015. A lama de rejeitos de minério devastou a localidade e depois atingiu o Rio Doce até chegar no mar do balneário de Regência, em Linhares. Para não contaminar as águas do Rio Pequeno e da Lagoa Juparanã, a Fundação Renova precisou construir uma barragem no local.

NOTA DA RENOVA

Em nota, a Fundação Renova informou que, diante da situação de ocupação na área de risco e de acesso restrito do barramento pelos manifestantes, acionou a Polícia Militar para atuar de acordo com suas competências legais, garantindo a segurança e integridade das pessoas.

“A Renova está em diálogo construtivo e respeitoso com todos os atingidos, realizando reuniões periódicas para avaliar as demandas em busca de soluções adequadas, respeitando os limites de sua atuação e as leis brasileiras, reafirmando que possui a escuta, o diálogo e a participação social como práticas norteadoras de suas ações”, afirma a fundação.

Além disso, alega que as pessoas que fizeram o cadastro e foram ou venham a ser consideradas diretamente atingidas terão seus processos analisados e, se forem elegíveis aos Programas de Indenização Mediada (PIM) e de Auxílio Financeiro Emergencial (AFE), serão chamadas para atendimento.

Além disso, a Renova colocou à disposição sua equipe de diálogo, bem como os canais de relacionamento, na Ouvidoria pelo telefone 0800 721 0717, via e-mail [email protected] ou pelo site https://www.canalconfidencial.com.br/fundacaorenova.

 

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