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Tristeza

Jovem de 18 anos morre afogado em cachoeira no interior de Colatina

Amigo acionou bombeiros na quarta-feira, mas corpo foi encontrado apenas nesta quinta (14)

Publicado em 14 de Fevereiro de 2019 às 19:34

Publicado em 

14 fev 2019 às 19:34
Artur Dalmaso Serafini, de 18 anos, morreu afogado em cachoeira no interior de Colatina Crédito: Reprodução
O corpo de Artur Dalmaso Serafini, de 18 anos, foi encontrado na manhã desta quinta-feira (14) embaixo da água em um banco de areia da Cachoeira do Oito, no interior de Colatina, no Noroeste do Estado. O jovem estava desaparecido desde a tarde desta quarta-feira (13), depois de ter se afogado enquanto se refrescava com um amigo na água.
Os dois foram para o local por volta das 12h e, cerca de três horas depois, Artur resolveu nadar em um remanso da parte mais funda da cachoeira e não conseguiu voltar, sendo levado pela correnteza. O amigo dele, então, pegou o carro e foi até o Corpo de Bombeiros da cidade para avisar do afogamento e pedir ajuda.
Em seguida, três agentes locais deram início às buscas pelo jovem, que precisaram ser encerradas ao anoitecer. Já nesta quinta-feira (14), por volta das 7h, a equipe especializada de Vitória realizou mergulhos autônomos na cachoeira e conseguiu encontrar o corpo de Artur submerso sobre um banco de areia.
Major Sossai, dos bombeiros de Colatina, explicou a dinâmica da operação. “Por meio de mergulhos livres, nós conseguimos realizar resgates até uma profundidade de três metros. Se nestas primeiras buscas não temos sucesso e há a possibilidade de óbito, a equipe de Vitória (única especializada do Estado) é acionada”, disse.
SURPRESA E DOR
Familiares do jovem Artur foram até o Serviço Médico Legal (SML) de Colatina para liberar o corpo na tarde desta quinta-feira (14). O pai adotivo Venício Paulo Serafini disse que o filho era ótimo nadador. “Aos seis anos, ele ganhou uma medalha de natação. E, desde então, ele nunca mais parou de nadar”, relembrou bastante abalado.
A notícia do desaparecimento de Artur foi uma surpresa para ele, que não sabia que o filho estava na cachoeira. “Eu estava trabalhando quando tudo aconteceu. Fiquei sabendo por volta das 20h, já com a pior perspectiva possível”, contou. “É muito triste. Conversem com os filhos de vocês sobre os riscos. Não desejo que ninguém passe por isso”, completou.
PERIGO EM ÁGUA DOCE
Durante a atual operação verão realizada pelo Corpo de Bombeiros do Espírito Santo, iniciada no último dia 15 de dezembro, já foram registradas 40 mortes por afogamento. Destas, apenas sete aconteceram no mar. Ou seja, a maioria (33) aconteceu em água doce, como rios, represas, lagoas e cachoeiras – exatamente o caso de Artur.
Para o Major Sossai o perfil de espaços de água doce ajuda a explicar tais números. “O relevo do fundo desses lugares costuma ser muito irregular. Em um lugar dá pé, mas dois passos para lá ou para cá pode não dar mais. Nisso, a pessoa perde o controle da situação e pode acabar se afogando. Além dos casos em que as pessoas pulam e se chocam com pedras”, analisou.

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