Só o pedreiro Lucas Gabriel perdeu as duas cachorras, Lilica e Fofona, na última quarta-feira (11). “Era de manhã e eu estava na academia, quando a minha sogra me ligou, falando que as minhas duas cachorras estavam passando mal. Vim correndo para a casa e fiz o possível, mas infelizmente elas não resistiram”, contou.
Na tentativa de salvá-las, ele usou remédios caseiros e também um indicado por um especialista, mas nenhum surtiu efeito. “Naquele dia, elas tremiam e babavam muito. De acordo com o veterinário, esses são sintomas caraterísticos de quando um animal ingere chumbinho, de quando é envenenado”, revelou.
A perda que Lucas e alguns vizinhos sofreram serviram de alerta para outros moradores do bairro, que deixaram de soltar os animais de estimação na rua. “Como aqui é pacato e tranquilo, todos nós deixávamos os nossos bichinhos brincarem na rua, mas agora estamos com medo”, admitiu a professora Eliana Batista Zamprogno.
Em um passeio recente, o cachorro do comerciante Márcio Zanoni voltou com um osso na boca e deixou o dono preocupado, já que os moradores acreditam que o veneno esteja sendo colocado em alguma comida. “A gente ficou com medo do osso estar envenenado. Por causa dessa covardia, agora os passeios são só com guia”, explicou.
Indignados com a crueldade gratuita contra os animais, que são considerados parte da família, os moradores se mobilizaram e esperam que estes tristes episódios cessem o mais rápido possível. “A gente vai fazer de tudo para descobrir quem é, porque maltratar animal é crime, caso esta pessoa não saiba”, afirmou o representante comercial Silvano Zanoni.
Dona de um vira-lata desde que era filhote, a dona de casa Juliana Gava Zanoni lamenta que tenha que manter o cão preso e também torce para que os envenenamentos parem de acontecer. “Temos esperança de que o culpado seja encontrado e que as providências necessárias sejam tomadas para não deixá-lo impune”, disse.
ORIENTAÇÃO DA POLÍCIA
Por meio de nota, a
informou que os casos de maus tratos a animais devem ser registrados em qualquer delegacia para que sejam investigados e explicou que quem comete tal crime é autuado no Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais e que pode ser condenado a pagar multa de até R$ 5 mil.
Além disso, a nota também garantiu que o Disque-Denúncia (181) é a melhor forma da população auxiliar a polícia com informações que levem à prisão de quem comete este tipo de crime. Há também a possibilidade de registrá-las por meio do site oficial do Disque-Denúncia. O sigilo e o anonimato são garantidos e todas as denúncias são investigadas.
Cachorros estão sendo envenenados em bairro de Colatina