Emoção e pesar sobre o horror que foi a morte dos irmãos Joaquim, de 3 anos, e Kauã, 6, que morreram queimados em Linhares, Norte do Espírito Santo, marcaram a coletiva de imprensa que aconteceu na manhã desta quarta-feira (23). Tanto o secretário de Estado de Segurança Pública, Nylton Rodrigues, quanto o delegado André Jaretta, titular da 16ª Delegacia de Linhares, destacaram que, mesmo eles, que são acostumados a lidar com crimes, ficaram perplexos com a crueldade do pastor Georgeval Alves Gonçalves, 36, pai e padrasto das crianças, respectivamente. O pastor é acusado de atear fogo nos meninos depois de ter abusado sexualmente deles.
Enquanto explicava a dinâmica do incêndio que matou os irmãos no dia 21 de abril, André Jaretta estava com a voz embargada, falando pausadamente. Em determinado momento, quando ele afirma que as crianças foram molestadas, Jaretta foi consolado pelo delegado Guilherme Daré, chefe da Polícia Civil. O gesto discreto foi mostrado durante a transmissão ao vivo do Gazeta Online.
A tragédia também chocou os jornalistas que participavam da coletiva de imprensa. Quando o abuso sofrido pelas crianças foi informado, ouviu-se um suspiro geral e o clima no local foi de tristeza e perplexidade.
Após a coletiva, o secretário de Estado de Segurança Pública, Nylton Rodrigues, também se mostrou comovido com a situação ao ser entrevistado ao vivo pela reportagem da TV Gazeta.
CHORO CONTIDO
Pelo menos seis agentes de segurança pública estão envolvidos na força-tarefa montada para investigar o crime. Entre os delegados, Romel Pio, titular da Delegacia de Infrações Penais e Outras de Linhares, é o único que tem filhos e afirmou que várias vezes, durante a investigação, chorou pensando nas crianças. Em entrevista, ao responder às perguntas feitas pelos jornalistas, ele se emocionou e conteve o choro.