ASSINE

Vitória tem ato pela preservação da Amazônia

O grupo se concentrou na Praça do Papa e seguiu em caminhada até a Assembleia Legislativa

Publicado em 23/08/2019 às 11h53
Atualizado em 26/08/2019 às 19h26
Concentração de manifestantes em favor da Amazônia na Praça do Papa, em Vitória. Crédito: José Carlos Shaeffer
Concentração de manifestantes em favor da Amazônia na Praça do Papa, em Vitória. Crédito: José Carlos Shaeffer

Um protesto contra o desmatamento e as queimadas na região amazônica foi realizado em Vitória nesta sexta-feira (23). Grupos estiveram concentrados na Praça do Papa desde as 17h10 e fizeram discursos que defendem a conscientização sobre o meio ambiente. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) cerca de 100 pessoas estavam no protesto em defesa da floresta, a estimativa da organização é de 350 pessoas.

Os manifestantes fizeram uma pequena caminhada simbólica em direção à Assembleia Legislativa. Eles interditaram a Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, no sentido Praia do Canto, e chegaram às 19h no destino. Após mais discursos e palavras de ordem, o ato terminou às 19h40.

A funcionária pública e ativista social, Carmen Lourenço, de 59 anos, participa do ato porque acredita que, independente de partido político, a população deve lutar pela vida na Amazônia. "Ela é grande produtora de energia, nascentes, diversidade ambiente e riquezas. Deus está lá. Estamos horrorizados e temos que lutar, independente de partido político, há vidas em risco", afirma.

Este vídeo pode te interessar

A jornalista e uma das mobilizadoras do ato, Loriana Simplício, destacou a importância de se levar para as ruas uma pauta importante para a sociedade.

"Marcou a importância dessa pauta ser levada para a população, nas ruas. Sair dos discursos de internet. A gente compartilha nas redes sociais mas efetivamente o que estamos fazendo pelo planeta e pelo que está acontecendo? E a gente veio aqui dar uma pequena amostra do que precisa ser feito", destacou.

Carmen Lourenço, funcionária publica e ativista social. Crédito: José Carlos Shaeffer
Carmen Lourenço, funcionária publica e ativista social. Crédito: José Carlos Shaeffer

PROTESTOS NA EUROPA E ÁSIA

Com o aumento das queimadas na Amazônia, cidadãos de cidades da Europa e Ásia fizeram protestos nesta sexta-feira (23) em defesa da maior floresta tropical do planeta.

Os atos foram registrados em Londres - Reino Unido - , Paris - França -, Madri - Espanha -, Dublin - Irlanda-, Barcelona -Espanha- , Lisboa - Portugal -, Berlim -Alemanha -, Genebra - Suíça-, Nápoles - Itália -, Amsterdã -Holanda e Munbai - Índia.

Munidos com cartazes, os manifestantes se reuniram em frente aos consulados brasileiros dos países e exigiram que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) proteja a Amazônia.

ENTENDA O CASO

A Floresta Amazônica, responsável diretamente pela estabilidade ambiental do planeta, sofre há quase um mês com um incêndio de proporções extremas. A situação assusta a todos, principalmente especialistas e órgãos que monitoram o quadro, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Nasa, que têm divulgado dados alarmantes em tempo real.

De acordo com estudos do Inpe, os focos de incêndio florestal até o dia 18 de agosto cresceram 70% no Brasil, em comparação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 66,9 mil pontos identificados e a Amazônia concentra mais da metade deles. 

O governo brasileiro está sob forte ataque, desde a quinta-feira (22), por causa dos incêndios na floresta. As críticas vem sendo feitas por políticos, governadores, empresários do agronegócio e também por nações estrangeiras.

Países como França e Irlanda ameaçaram votar contra o tratado de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul afirmando que Bolsonaro não assume compromissos em defesa do meio ambiente.

Na manhã desta sexta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que deve assinar uma GLO (Garantia de Lei e da Ordem) para que o Exército auxilie no combate às queimadas na Amazônia.

A declaração ocorre menos de 15 dias depois de países europeus, como Alemanha e Noruega, terem anunciado que suspenderiam recursos para o Fundo da Amazônia por descumprimento do Brasil na política de combate ao desmatamento.

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.