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Ato em Linhares

Tragédia em Linhares: "Justiça para os anjos", pedem famílias

Manifestantes colaram novos cartazes no local, acenderam velas e soltaram balões brancos dentro da casa incendiada em memória dos meninos

Publicado em 

21 mai 2018 às 23:21

Publicado em 21 de Maio de 2018 às 23:21

Ato em Linhares Crédito: Lorena Fagionato
Completado um mês do incêndio que matou os irmãos Kauã Salles, de 6 anos, e Joaquim Alves, de 3 anos, na casa onde moravam, a população de Linhares se pergunta: o que aconteceu na madrugada de 21 de abril? As mortes causaram comoção não apenas nos moradores da cidade, mas em pessoas de todo o país.
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Na noite desta segunda-feira (21), populares se reuniram em frente à casa onde aconteceu a tragédia, em um ato para homenagear as vítimas e cobrar respostas. Cerca de 100 pessoas estiveram na Avenida Augusto Calmon, no Centro. Velas foram acesas e colocadas enfileiradas no muro do imóvel. Com roupas brancas, os manifestantes rezaram o Pai-Nosso e a Ave-Maria e gritaram “Justiça para os anjos” do lado de fora da residência. Ao final, bateram palmas e jogaram balões brancos na garagem da casa.
Carla Pereira, organizadora do ato em frente à casa dos irmãos carbonizados em Linhares Crédito: Loreta Fagionato
No portão, novos cartazes se juntaram aos já fixados no local desde o último domingo. Em três deles, nomes de mães de várias cidades, até de outros estados, com o pedido “Não podemos nos calar”. A ideia da manifestação foi de um grupo de mães que, comovidas com a morte de Joaquim e Kauã, se uniram através das redes sociais e mantêm contato diário para dividir notícias e também as preocupações em relação ao sofrimento dos irmãos. Só no WhatsApp, são 150 mães reunidas pela dor.
“Agora completa um mês da morte dos anjos. Estamos muito satisfeitas com a Polícia Civil, que tem trabalhado incansavelmente para solucionar o caso. Com este ato, queremos que as pessoas pensem duas vezes antes de mexer com uma criança. Somos mães do Brasil inteiro gritando por Justiça”, afirmou a funcionária pública Carla Pereira, uma das organizadoras do ato.
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A comerciante Marilde França chegou ao local com flores brancas nas mãos. “Vim como uma homenagem aos meninos. É tudo muito triste. Queremos que tudo seja esclarecido”, pediu.
Já a dona de casa Edilene Carrafa contou que não consegue pensar em outra coisa desde que houve o incêndio. “Estou vivendo isso há 30 dias. Sou mãe e fiquei muito comovida com essa tragédia, fico pensando no tanto que esses meninos sofreram. A gente quer Justiça, quer saber o que aconteceu nesta casa. Este é um momento de oração. Queremos resposta”, frisou.
Para o comerciante Helinho Medeiros, foi hora de se manifestar. “É um ato de amor e solidariedade pelas crianças que tiveram suas vidas ceifadas de maneira tão trágica”, ressaltou.
Após a manifestação, que durou cerca de 10 minutos, diversas pessoas continuaram reunidas em frente a casa. Familiares de Kauã e Joaquim não participaram do ato.
O CASO
O pastor George Alves, pai de Joaquim e padrasto de Kauã, está preso desde 28 de abril, uma semana após a tragédia, acusado de atrapalhar as investigações. Ele está detido de forma provisória no Centro de Detenção Provisoria de Viana II, na Grande Vitória. No dia do incêndio, o pastor estava sozinho na casa com os meninos. A mãe, Juliana Salles, estava em um congresso em Minas Gerais com o filho mais novo do casal.
De acordo com os delegados que compõem a força-tarefa que investiga o caso, o inquérito já está na fase final e deve ser concluído nos próximos dias. Na última quinta-feira, a Polícia Civil pediu a prorrogação da prisão de George por mais 30 dias. No mesmo dia, anunciou que a linha de investigação é de homicídio doloso, quando há a intenção de matar.
Ao todo, foram realizadas seis perícias na casa onde aconteceu o incêndio. Em uma delas, foi encontrado sangue no quarto onde os irmãos morreram. Agora, a polícia aguarda a entrega dos laudos com os resultados das perícias para fechar o inquérito.
Mais de 30 pessoas prestaram depoimento na 16ª Delegacia Regional de Linhares. De acordo com os delegados, a investigação já está na fase final e deve ser concluída nos próximos dias. Até lá, novos depoimentos e outras diligências estão previstos.

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