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Surto de gastroenterite

Praia Baby: após um mês de interdição, creche é liberada em Vila Velha

A creche estava interditada desde o dia 29 de março após um surto de gastroenterite; uma criança de dois anos morreu

Publicado em 30 de Abril de 2019 às 19:35

Jose Ricardo Medeiros

Publicado em 

30 abr 2019 às 19:35
Creche Praia Baby, que estava fechada após ser constatado no local um surto de gastroenterite Crédito: Gazeta Online
Após um mês de interdição, a creche particular Praia Baby, localizada na Praia da Costa, em Vila Velha — onde ocorreu um surto de gastroenterite — foi liberada para o funcionamento nesta terça-feira (30), após o cumprimento de exigências das Vigilância Sanitária da prefeitura do município e do Governo do Estado. 
Por meio de nota, a prefeitura do município informou que o estabelecimento reúne as condições necessárias para retomar normalmente suas atividades educacionais. "Agradecemos a compreensão da sociedade capixaba, em especial dos pais de alunos e servidores da escola, em razão das medidas e providências adotadas conjuntamente pela Secretaria Municipal de Saúde de Vila Velha, Secretaria de Estado da Saúde e Ministério da Saúde, no estrito cumprimento do interesse público", finalizou a nota.
No dia 11 deste mês, a Secretaria de Saúde de Vila Velha (Semsa) entregou aos proprietários da creche um documento contendo orientações de como desinfectar o local assim como outras condicionantes necessárias para que a unidade pudesse novamente abrir as portas.
Praia Baby, após um mês de interdição, creche é liberada em Vila Velha
As condições foram elaboradas pela Vigilância Sanitária da Semsa e contou com a contribuição técnica da Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e do Ministério da Saúde
Dentre as exigências estava a substituição de um reservatório de amianto que fica sobre a cozinha por uma de outro material,"que não represente riscos à saúde, garantindo que o descarte seja ambientalmente adequado", afirmou a nota. Desde 2017 é proibida a venda de produtos de amianto no país já que o material é reconhecidamente cancerígeno.
AS EXIGÊNCIAS
Limpeza
A limpeza e desinfecção do local deveria ser feita por empresa especializada em reservatórios de água e tubulações. Depois da limpeza, os proprietários do local deviam ainda apresentar laudos de análise microbiológica da água com resultados satisfatórios, emitido por laboratório.
A análises deveriam ser feitas mensalmente pelos próximos seis meses na entrada e na saída dos reservatórios de água, na torneira de saída de todos os bebedouros, em uma das torneiras do setor de preparação de alimentos da cozinha e nas torneiras do berçário.
Complementarmente, ainda deveriam ser feitas análises em dois pontos aleatórios e a troca de filtros dos bebedouros e instalação de filtros na cozinha.
Uso do chafariz
Sobre o chafariz, chamado de "Water Play", a prefeitura afirmou que será necessário apresentar projeto para análise técnica da prefeitura. A creche não poderá mais utilizar água de recirculação no brinquedo. Somente água corrente.
Durante as investigações foi apontado que água do chafariz estava contaminada. Donos da unidade, porém, informaram que a análise poderia estar equivocada por o local foi utilizado como depósito de brinquedos durante o processo de higienização na unidade.
Cervejaria artesanal
A prefeitura exigiu ainda que seja retirado todo o equipamento da área onde funcionava a cervejaria, que ainda continha uma geladeira e um freezer. Durante as investigações do surto, foi identificado que nos fundos da unidade, separado por um portão de ferro, havia um espaço para produção de cerveja artesanal usado pelos donos da creche. Segundo eles, a produção era para consumo próprio. Em uma das torneiras também foi encontrar a bactéria E. Coli.
Caixa de amianto
No local foi encontrada uma caixa d'água de amianto que devia ser trocada por reservatório de outro material "que não represente riscos à saúde, garantindo que o descarte seja ambientalmente adequado", afirmou a nota. Desde 2017 é proibida a venda de produtos de amianto no país já que o material é reconhecidamente cancerígeno.
MORTE DE CRIANÇA 
A creche estava interditada desde o 29 março, após o surto que resultou na morte de um menino de dois anos de idade.  A criança estava internada em um hospital particular do município e teve morte cerebral declarada no dia 27 de março, dois dias antes da interdição. 
Desde as primeiras notificações sobre o problema, pelo menos 22 pessoas apresentaram sintomas de infecção, como febre e diarreia. 
 

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