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Sudão do Sul

Policial do ES vai participar de Missão de Paz da ONU na África

Lorena Lima Dalaprene competiu a vaga com militares de outros Estados; ela vai ficar um ano em Sudão do Sul em uma missão especial

Publicado em 29 de Agosto de 2019 às 19:12

Jose Ricardo Medeiros

Publicado em 

29 ago 2019 às 19:12
A cabo Lorena Lima Daleprane foi selecionada para participar de missão especial no Sudão do Sul, na África Crédito: Divulgação | Polícia Militar
Uma policial do Espírito Santo foi escolhida para ingressar em uma Missão de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU) por um ano no Sudão do Sul, na África. Lorena Lima Dalaprene é integrante da Polícia Militar do Estado e embarca no próximo dia 16 de setembro para a missão.
A cabo Dalaprane passou por um processo seletivo rígido em dezembro do ano passado; a seleção foi conduzida pela equipe da ONU encarregada dos testes aos Policiais Militares Voluntários para Missões de Paz das Nações Unidas.
Os testes aconteceram no Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil Sérgio Vieira de Mello (CCOPAB), na Vila Militar do Rio de Janeiro.
Entre as avaliações feitas, ela fez teste de proficiência em inglês, entrevista admissional na língua inglesa, conhecimentos de informática, habilidades na condução de veículos e tiro.
Após ser aprovada em todas as etapas, Dalaprane foi convocada para as operações de manutenção da paz em funcionamento em diversos países, a fim de compor o efetivo policial nessas missões.
Estou muito feliz, grata por ser uma pecinha da engrenagem de uma coisa muito maior, que é a paz mundial, fomentada por uma instituição internacional. Poder colaborar com isso me deixa muito realizada e feliz
Lorena Lima Daleprane, cabo da Polícia Militar
Ao todo, 208 policiais militares — também de outros Estados — participaram das provas. Deste número, 54 foram aprovados e somente nove eram mulheres. Das nove mulheres, sete eram praças. Foi aí que a cabo Daleprane se tornou a primeira mulher da Polícia Militar do Espírito Santo a ingressar na missão da ONU.
De acordo com o governador Renato Casagrande, o orgulho enquanto capixaba é grande. “É um trabalho missionário mesmo, em um país em conflito, em guerra interna, em disputa com países vizinhos. É uma doação dela para vida daquelas pessoas, para aquelas comunidades. Isso nos orgulha muito, nos orgulha como capixabas”, destacou.
Para o comandante-geral da PMES, coronel Barreto, a convocação de Delaprane mostra o valor e qualificação da instituição. "Nossa policial foi treinada em um ambiente de conflito. Ela vai levar a bandeira do Estado e o escudo da PM. Nos enche de orgulho em ser a primeira mulher em uma missão tão importante no contexto humanitário", pontuou Barreto.

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