A Romaria do Homens que acontece hoje é a mais tradicional procissão da programação da Festa da Penha. Ela reúne cerca de 400 mil fiéis em um trajeto de 14 km. Mas nessa multidão um grupo se destaca. São os 150 homens que fazem parte da Corrente da Penha. Como o nome sugere, eles formam uma espécie de cordão que serve de isolamento entre romeiros e o veículo que transporta a imagem de Nossa Senhora da Penha, o penhamóvel.
A corrente existe há cerca de 30 anos e surgiu com o intuito de proteger a imagem enquanto ela ainda era carregada nos ombros dos fiéis na Romaria dos Homens.
No grupo atual, há quem participa da “proteção” desde o começo. É o caso do motorista José Dal Col, 67 anos, que ainda menino participava da procissão com a família. “Participo da romaria desde menino. ”Minha família serve à Nossa Senhora e, todos anos, sigo firme na procissão”, afirma o motorista.
Quando a corrente começou, contam os organizadores, a imagem ia no meio da multidão, o que gerava certo tumulto. Por isso, a necessidade de protegê-la.
E, mesmo depois que o penhamóvel surgiu, a corrente de homens continuou firme e forte.
Atualmente, Antônio César de Andrade, 66, é um dos organizadores da Corrente da Penha. Ele afirma que, no dia da romaria, são pelo menos 150 homens de todas as idades e perfis que se reúnem e vão de mãos dadas em torno do imagem.
Assim, eles fazem o trajeto que sai da Catedral de Vitória até o Parque da Prainha, em Vila Velha.
“Desde o começo a gente usava um tipo de identificação, como crachá, por exemplo. Hoje, temos camisas personalizadas que distribuímos para o grupo na concentração para romaria. Além de vestir para nos identificar, vestimos essa camisa como uma marca de devoção à Nossa Senhora da Penha”, descreve.
No grupo de 150 romeiros que formam a corrente há homens de 16 a 77 anos de idade. São estudantes, aposentados, trabalhadores de diversas áreas que têm em comum a fé por Nossa Senhora. A maioria também compartilha histórias de graças alcançadas por intercessão da padroeira.
“A maioria das pessoas fazem por devoção à Nossa Senhora, mas tem muitas pessoas que fazem para pagar promessa. Um amigo meu, por exemplo, teve uma filha que nasceu com problema de saúde. Ele rezou à padroeira e, três anos depois, ela ficou curada. Os médicos não conseguiram explicar como isso foi possível. Desde então, ele participa da corrente para agradecer esse milagre”, conta Antônio destacando que essa é só uma das muitas histórias que envolve a Corrente da Penha.
“Uma coisa eu posso dizer com certeza: o que move a todos nós é a fé em Nossa Senhora da Penha”, finaliza.
MULHERES
No dia seguinte à Romaria dos Homens, é a vez das mulheres tomarem as ruas do Centro de Vila Velha em honra à padroeira do Estado. E, de novo, a Corrente da Penha está lá ajudando a proteger a imagem.
Neste ano, aliás, a romaria acontece amanhã, a partir das 16h. A concentração é no Santuário Divino Espírito Santo, no Centro de Vila Velha.
SAIBA MAIS
Romaria dos homens
Quando: Hoje, a partir das 19h
Onde: A concentração é na Catedral Metropolitana de Vitória onde, às 18h, será celebrada uma missa.
Trajeto: A procissão passa pelo Centro de Vitória, Segunda Ponte, Avenida Carlos Lindenberg e Centro de Vila Velha até chegar no Parque da Prainha, por volta das 23h. No local, é celebrada uma missa.
Como chegar
Transcol: Quatro linhas especiais foram disponibilizadas para o evento. Elas vão funcionar a partir das 16h50 até às 18h35.
Saindo do Terminal de Vila Velha:
- Catedral / via Lindenberg /Retorno 3ª Ponte T. Vila Velha;
- Catedral / 3ª Ponte / Centro de Vila Velha / Retorno 3ª Ponte / T. Vila Velha;
- Catedral / Rodovia do Sol / Darly Santos / retorno 3ª Ponte / T. Vila Velha.
Saindo do Terminal Ibes:
- Catedral / via 3ª Ponte / Retorno 3ª Ponte / T. Ibes.
Balsas: Por ocasião da Romaria do Homens, a partir das 22h, balsas sairão de dois pontos. Em Vila Velha, é na Associação de Pescadores, na Prainha. Em Vitória, é no Cais dos Pescadores, em Enseada do Suá. O embarque é R$ 5.