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Transcol

Ônibus sem cobrador: Governo adiou para dialogar com categoria

O sindicato que representa os trabalhadores teme que haja demissões e chegou a organizar protestos e a ameaçar paralisação no sistema caso o governo mantenha a decisão de colocar os coletivos sem cobradores

Publicado em 31 de Julho de 2019 às 19:18

Caique Verli

Publicado em 

31 jul 2019 às 19:18
Ônibus do sistema Transcol com ar condicionado Crédito: Fernando Madeira
O governador Renato Casagrande (PSB) disse, na manhã desta quarta-feira (31), que adiou a circulação dos ônibus do Transcol com ar-condicionado, que não terão cobradores, para dialogar com a categoria dos rodoviários. Prometidos para começarem a circular ainda em junho, esses coletivos só aceitarão o cartão de passagem como forma de pagamento.
O sindicato que representa os trabalhadores teme que haja demissões e chegou a organizar protestos e a ameaçar paralisação no sistema caso o governo mantenha a decisão de colocar os coletivos sem cobradores.
Ônibus sem cobrador - Governador adiou para dialogar com categoria
Casagrande, no entanto, garantiu que esses profissionais não serão desligados e sim transferidos para outras funções, como bilheteiros das estações. "Estamos respeitosos com os trabalhadores e afirmando para que eles se convençam de que não vamos fazer nenhuma demissão. Serão até 2022, 600 ônibus de um total de frota, incluindo Vitória e Vila Velha, em torno de 1800 ônibus", afirmou.
A Grande Vitória não é a única região atualmente a fazer esse movimento de substituição dos coletivos por outros sem a função do cobrador. Na cidade de São Paulo, as empresas de ônibus receberam uma circular informando que, a partir de setembro, o layout dos veículos a serem adquiridos deveria ser projetado sem a caixa de cobrança e o banco do cobrador.
Temendo uma greve da categoria, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), decidiu, nessa terça-feira (30), suspender a implantação de veículos sem o posto de cobrador nos novos ônibus da capital paulista.
Questionado se o adiamento na Grande Vitória era semelhante à suspensão em São Paulo, o secretário de Mobilidade e Infraestrutura do Espírito Santo, Fábio Damasceno, afirmou que são casos diferentes. "No nosso caso, é uma quantidade menor. Já São Paulo fez a quantidade total. Foi um pouco diferente. Temos um acordo com o Governo e as empresas, vamos fazer por escrito com o sindicato, de que não teremos demissões das pessoas que trabalham no sistema."
O secretário disse que ainda não tem data definida para o início das operações desses coletivos. Inicialmente, o governo tinha afirmado que eles começariam a circular em junho deste ano.
Rodoviários chegaram a organizar protestos e a ameaçar paralisação caso os coletivos funcionem sem cobradores Crédito: Eduardo Dias

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