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Vila Velha

Moradora de rua que encantou ao cantar louvor continua fora de casa no ES

Grazielly Pedroso comoveu os capixabas, em julho, ao cantar e emocionar em um vídeo que viralizou nas redes sociais. Ela segue em situação de rua e encontra-se nas imediações do Terminal Vila Velha

Publicado em 04 de Novembro de 2019 às 14:51

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 nov 2019 às 14:51
Grazielly Pedroso, atualmente moradora de rua Crédito: Reprodução e arquivo pessoal
O louvor cantado pela moradora em situação de rua Grazielly Sacramento Pedroso, de 29 anos, comoveu e encantou os capixabas em meados de julho, quando um vídeo com ela soltando a voz viralizou nas redes sociais. Com a repercussão da história, a família acreditou que ela poderia voltar para casa e se tratar da dependência química, mas isso não ocorreu.
Quase quatro meses após a história de Grazielly viralizar, ela segue na mesma situação e "morando" no entorno do Terminal de Vila Velha, no bairro Divino Espírito Santo. A moradora de rua, que é mãe de quatro filhos, manifestou na época o sonho de gravar um CD, mas o vício ainda se coloca como um obstáculo.
Prima de Grazielly, a empresária Bruna Pedroso, disse que pouca ajuda de concreto apareceu para tirar a familiar da condição precária atual.
"Até o momento não conseguimos nenhuma ajuda de fato para ela. Segue sem moradia, sem tratamento e no mesmo local. Até apareceu uma oportunidade de uma casa na Serra, porém ficaria muito distante da mãe dela, que mora em Barramares (Vila Velha). Fora que junto da mãe também fica complicado por conta do vício. Nessa condição ela acaba permanecendo na rua, infelizmente" disse.

TENTATIVA DE INTERNAÇÃO

Segundo a prima, o ideal é a internação de Grazielly para que receba o tratamento para a dependência química, mas a ausência do laudo psiquiátrico e as própria resistência da familiar impedem que ela deixa as ruas.
"É uma sensação muito frustrante, porque se eu pudesse, já teria resolvido. Por mim, eu decidiria por ela, mas não posso. O que precisa ser feito é a mãe conseguir um laudo psiquiátrico que ateste que a Grazielly não tem controle de si e, assim, conseguiríamos a internação compulsória. Até conseguimos levá-la a um psiquiatra, mas ela foi apenas medicada, não obtivemos o laudo. Sem ele não podemos dar entrada na Defensoria Pública", disse.

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