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Restauração

Fechado há um ano e meio, Teatro Carlos Gomes não tem data para reabrir

Prédio aguarda restauro geral que não tem previsão de início

Publicado em 01 de Maio de 2019 às 23:52

Sullivan Silva

Publicado em 

01 mai 2019 às 23:52
Teatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória, está de portas fechadas ao público desde dezembro de 2017 Crédito: Ricardo Medeiros
Fechado desde dezembro de 2017 para reparos, o Teatro Carlos Gomes, localizado na Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, não tem previsão de ser reaberto ao público em 2019. Após um ano e meio e sem dar prazos para a execução da obra de restauração total do prédio, a Secretaria Estadual de Cultura (Secult) informa apenas que a expectativa é que existam projetos de restauro prontos este ano, sem especificá-los.
Enquanto isso, artistas lamentam a situação. “É uma perda muito grande para a cultura esse espaço estar fechado há tanto tempo. A estrutura do Carlos Gomes abriga de orquestra a até shows de rock. Os artistas acabam buscando espaços alternativos”, lamenta a cantora lírica e diretora de teatro musical Elaine Rowena.
Elaine aponta ainda que o teatro estar fechado é problemático tendo em vista a demanda do público capixaba e de turistas por eventos de música e de teatro. “Apresentações maiores, que demandam infraestrutura, têm acontecido somente no Sesc Glória e no Teatro da Ufes. É muito pouco para a cidade de Vitória, que cresceu em população e recebe tantos turistas”, conclui.
Os reparos no Carlos Gomes começaram em dezembro de 2017 e foram investidos R$ 218 mil nos serviços de reforma do telhado danificado pelas chuvas, reforma dos banheiros, pintura interna e externa, troca da parte elétrica e aplicação de produto retardante de chamas nas cortinas, tecidos da caixa cênica e carpetes dos pisos. Depois, o investimento aumentou em mais R$ 26.900 no fim do ano passado, após a verificação de novos problemas do telhado.
Agora, além desses reparos, a Secult aponta que está em processo licitatório para realizar uma obra de restauro na estrutura.
Em setembro de 2018, o teatro foi reaberto por alguns dias para a realização da 25ª edição do Festival de Cinema de Vitória. Porém, com problemas na refrigeração, 17 aparelhos de ar-condicionado foram instalados de forma improvisada em cavaletes de ferro no camarote do segundo andar.
Os aparelhos foram alugados por R$ 22 mil por uma semana pelo Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades) por meio de apoio ao festival.
Na época, o então secretário Estadual de Cultura João Gualberto, disse que os problemas na refrigeração do prédio só foram verificados durante o início das reformas em dezembro, e que toda a aparelhagem precisaria ser trocada. Para isso solicitou ao governo o crédito de R$ 400 mil para a contração de projetos para a restauração total do teatro.
Depois, o Carlos Gomes ainda recebeu em outubro o Festival de Música Erudita do Espírito Santo e em novembro o Festival Nacional de Teatro, sempre com o uso dos aparelhos temporários de ar-condicionado.
Aparelhos de ar-condicionado improvisados em 2018 Crédito: Marcelo Prest
OUTRO LADO
Licitação para projetos
A Secult informa que contratará com recursos próprios o serviço de elaboração de projeto arquitetônico de restauro do teatro, por meio de licitação que se encontra na fase de pesquisa de preços. E que, após a elaboração dos projetos de restauro – que devem ficar prontos este ano – terá uma previsão exata do tempo de duração da obra e de quando será a reabertura. Por enquanto, não informa prazos para entrega das obras e reabertura. Disse ainda que a obra vai contemplar toda a estrutura física: encanamento, modernização elétrica, melhorias no tratamento acústico e climatização.
SAIBA MAIS
Histórico
O Teatro Carlos Gomes foi projetado em 1925 e construído entre 1925 e 1927. Sua última grande reforma foi em 2010, que custou R$ 630 mil.
Reparos
R$ 280 mil
Novos reparos iniciaram em dezembro de 2017. Foram investidos R$ 218 mil para reformar telhado, banheiros, pintura interna e externa, trocar a parte elétrica e aplicar produto retardante de chamas nas cortinas e carpetes.
Mais R$ 26.900
Depois, com mais problemas no telhado, o investimento aumentou em mais R$ 26.900 no fim de 2018. Agora, a Secult quer uma reforma geral.

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