O Estado deve adquirir 28 estações meteorológicas ainda este ano. A informação foi confirmada pelo chefe do departamento de Respostas da Defesa Civil Estadual, major Anderson Pimenta. Atualmente, o Espírito Santo conta com 22 estações e, com as aquisições, pretende chegar a 50 pontos por todo o Estado. Segundo o major, o edital de licitação deve ser publicado em breve, com previsão de instalação das estações no segundo semestre. O custo estimado é de R$ 4 milhões, financiados em parceria com o Banco Mundial.
As estações são plataformas que medem chuva, vento, temperatura, umidade do ar e auxiliam os órgãos competentes a monitorarem fenômenos pelo território capixaba. Segundo o major, com a instalação das estações em 50 municípios, o Estado estará coberto além das exigências da Organização Mundial de Meteorologia.
“Hoje, a Organização Mundial de Meteorologia recomenda uma estação a mais ou menos 100 km uma da outra. A gente está diminuindo essa distância para 25 km. E o objetivo é esse, aumentar a cobertura para ter uma rede com dados mais reais de cada local. Então, por exemplo, tem município que não vai ter nenhuma estação porque as vezes é um município que já está coberto por duas estações próximas. Essa distribuição que a gente fez, onde eu vou ter 50 municípios com estações, vai abranger todos os 78 municípios do Estado”, explicou.
Os municípios que receberão as estações já foram definidos, no entanto, não foi informado quais cidades receberão as plataformas.
Alertas
O major falou sobre a importância dos dados das estações no monitoramento de possíveis desastres. Segundo ele, a informação detalhada vai auxiliar na emissão de alertas à população.
“É muito importante o monitoramento e melhoria da rede exatamente para a gente poder ter definições mais acertadas sobre a quantidade de chuva em cada local, porque essa quantidade de chuva que vai deflagrar movimento de massa, por exemplo. E só com equipamentos instalados próximos das áreas de risco é que eu vou conseguir ter um bom monitoramento. Então, o objetivo é aumentar a quantidade de equipamentos para uma rede de monitoramento maior, mais densa e com isso produzir alertas mais detalhados e assertivos para a população”, completou.
Ainda segundo o major, participarão do monitoramento de informações o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) e a Cesan, além da Defesa Civil Estadual.