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Covid-19

Coronavírus contaminou de jovens a idosos em Vila Velha

Entre os doentes do município, há três pessoas com mais de 60 anos, que fazem parte do grupo de risco.  Infectologista explica que, como se trata de um novo vírus, o organismo ainda não tem imunidade estrutura contra a doença

Publicado em 24 de Março de 2020 às 15:31

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 mar 2020 às 15:31
Coronavírus
Coronavírus Crédito: Arte Idec
No dia 05 de março, o Espírito Santo registrou o primeiro caso de paciente contaminado com coronavírus no Estado. Quase 20 dias depois, já são mais de 30 pacientes que tiveram teste positivo para o Covid-19, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). As ocorrências estão distribuídas tanto da Grande Vitória quanto nas regiões Sul e Norte.
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A Sesa não divulga a faixa etária dos doentes, mas de acordo com levantamento feito pela reportagem, somente nas cidades de Vila Velha e Linhares, a idade das pessoas infectadas varia de 25 a 72 anos. Dentre elas há três doentes acima dos 60 anos, que integram o grupo de risco, em Vila Velha.  
O infectologista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Crispim Cerutti Junior, esclarece que é grande a variação de idades de contaminados pela doença porque todas as faixas etárias são atingidas quando há um vírus novo que circula e ninguém tem imunidade estruturada contra ele. 
“Como o vírus pode infectar a todos, qualquer pessoa pode ser portadora. O isolamento é importante para evitar o contato e transmissão, principalmente dos idosos que fazem parte do grupo de risco”, esclareceu.

MORTES

O Espírito Santo ainda não registrou nenhuma morte. No entanto, no Brasil já há 34 registros, sendo 30 em São Paulo e quatro no Rio de Janeiro até segunda-feira (23).  Praticamente todas as mortes são de pessoas que fazem parte de um grupo mais sensível à doença. 

PREVENÇÃO

Os especialistas apontam que os cuidados para evitar o contágio e transmissão são fundamentais, principalmente do grupo de risco. Isso porque o  Espírito Santo tem a oitava maior população idosa do país proporcionalmente, com 636 mil idosos, que são aquelas pessoas com 60 anos ou mais, segundo projeção do IBGE de 2019. Isso representa uma fatia de 15,8% da população capixaba. Em Vitória, a proporção sobe para 19,7%, a terceira mais alta entre capitais do Brasil. A média no país é de 16,2%.
Crispim informou que a doença pode evoluir mais rápido em idosos porque o corpo humano possui um sistema de defesa organizado para evitar ameaças representadas por qualquer agente infeccioso, mas esse sistema enfraquece com o avançar da idade e fica ainda mais comprometido quando o organismo já foi atingido com alguma patologia crônica.
“Todos aqueles que têm uma condição mórbida crônica, doenças reumatológicas de forma geral, insuficiência de órgãos, os pneumopatas, neuropatas e pessoas que têm deficiência de mobilidade estão no grupo de risco. Todas são doenças que comprometem a capacidade das pessoas de se defenderem do agente infeccioso. Essas pessoas, a rigor, nessa época, deveriam permanecer em casa por causa da exposição", alertou.
A infectologista Rubia Miossi esclarece que, principalmente os idosos, podem apresentar quadro grave porque a imunidade diferente de um jovem e a resposta do organismo é enfraquecida. “Há um tempo as pessoas não viviam tanto tempo. O organismo de um idoso é mais fraco e, geralmente, ele já possui doenças associadas, como diabetes, hipertensão e outras doenças crônicas que agravam o risco dessas pessoas”, finalizou.

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