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Drogas

Barracas de usuários de crack tomam conta de calçada em Vila Velha

Cena é vista perto de terminal; Praia do Suá também tem problema

Publicado em 08 de Julho de 2019 às 00:13

Pedro Permuy

Publicado em 

08 jul 2019 às 00:13
Terminal: Moradores de rua e usuários de drogas vivem nas proximidades do Terminal de Vila Velha Crédito: Marcelo Prest
Quem passa no entorno do Terminal de Vila Velha já viu a cena: várias barracas improvisadas com panos e lonas tomam conta da calçada na Avenida Gonçalves Lêdo, no bairro Divino Espírito Santo. Por lá, é fácil ver pessoas com cachimbo para fumo do crack, e isso a qualquer hora do dia. Motoristas, muitas vezes, têm que desviar dessas pessoas que, pelo efeito da droga, andam de um lado para outro desnorteados.
“É um perigo, risco de atropelar alguém”, diz um motorista, que prefere não se identificar.
O local já foi alvo de ações da Prefeitura de Vila Velha e da Polícia Militar, mas nada que resolvesse o problema de forma permanente.
A alguns poucos quilômetros dali, no bairro Itapoã, na mesma cidade, a Praça Agenor Moreira também virou uma cracolândia. Antes local de recreação e convívio comunitário, o espaço agora tem muitos moradores de rua e usuários de drogas. Por lá, o consumo de crack acontece até à luz do dia, perto da quadra que já foi muito usada para a prática de esportes.
Segundo o presidente da associação de moradores do bairro, Flávio Pires, o que mais amedronta os moradores são as abordagens que essas pessoas fazem.
“A gente sabe de episódios de assalto e sempre que eles abordam os moradores parecem estar com um tom agressivo, o que deixa todo mundo apreensivo. As pessoas estão evitando passar por lá por conta disso”, diz.
Ele diz que a cracolândia na praça atrapalha ainda ambulantes e dificulta as feirinhas que acontecem aos finais de semana. Isso porque muitas vezes os comerciantes nem podem se instalar no ambiente pois os usuários usam a praça como banheiro e têm montada até uma fogueira para cozinhar.
“Fica todo mundo com medo e, às vezes, é insuportável ficar lá por conta do mau cheiro”, reclama.
Flávio avalia que a melhor saída para a situação seria uma ação integrada com polícia, assistentes sociais e limpeza pública. “A polícia precisa dar segurança, as assistentes sociais podem abordar os usuários e a limpeza pública precisa ser feita na praça, porque fica impraticável”, sugere.
PRAIA DO SUÁ
 
Em Vitória, o bairro Praia do Suá, perto da colônia dos pescadores, também abriga uma cracolândia, com pessoas vivendo em barracas de papelão. Por lá, moradores e comerciantes afirmam que a polícia faz rondas e abordagens mas, tão logo a guarnição sai, os usuários de crack voltam.
Um morador, que preferiu não se identificar, afirma que mora no bairro há muitos anos e nunca tinha visto uma situação como a atual.
Ele diz que os vizinhos também viram a criminalidade aumentar: “As pessoas se policiam com horário e locais em que estão passando porque têm medo”.

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