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Folia sem importunação

Assédio sexual: guia para se proteger e reagir no Carnaval

Nos dias de folia, casos de assédio contra mulheres aumentam.  Saiba como procurar ajuda e denunciar

Publicado em 21 de Fevereiro de 2020 às 06:00

Redação de A Gazeta

Publicado em 

21 fev 2020 às 06:00
Crédito: Divulgação
Crédito:
O carnaval é época de dançar, se divertir e ser livre. Mas, é justamente nesta época do ano os casos de assédio e violência contra a mulher aumentam. Para se preparar para esse tipo de situação, A GAZETA enumerou algumas dicas para as mulheres se protegerem e reagirem da importunação sexual, que é caracterizada como qualquer ato praticado contra alguém, sem consentimento, que tenha como objetivo satisfazer vontades sexuais.
Nesse caso, se enquadram passar a mão, tocar partes íntimas ou outro local com alguma conotação sexua, roubar beijos, se masturbar na frente de alguém sem consentimento. A pena varia de 1 a 5 anos de prisão, caso seja preso em flagrante. Não cabe fiança para o crime.

SERRA

Passaram a mão em você? Tentaram roubar um beijo? Você não é culpada de nada, todas as mulheres têm o direito de curtir os dias de folia como acharem melhor e não podem e nem devem ser importunadas ou assediadas por isso. “Estas atitudes vêm de uma cultura machista e patriarcal que tem de ser desconstruída. Sempre que temos a oportunidade, é importante reforçar que não é não e tudo além disso é assédio e desrespeito”, disse a secretária de Estado de Direitos Humanos, Nara Borgo.
A gerente de Proteção à Mulher da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), delegada Michelle Meira, explica a mulher deve procurar qualquer agente de segurança que esteja próximo ou ir a uma delegacia. Se possível tente filmar ou ter testemunhas, no entanto ressalta que neste tipo de crime somente o relato já tem muita força.
A embaixadora do Coletivo Não é Não no Espírito Santo, Priscila Lugon, destaca que as mulheres devem pedir ajuda a outras mulheres. “Caso aconteça alguma coisa procure ajuda de outras mulheres e dê preferências a agentes de segurança do sexo feminino”, disse.
Se você se deparar com uma mulher sendo cercada, tendo o cabelo puxado, sendo agarrada a força, sendo vítima de comentários agressivos ou com qualquer sinal de que esteja incomodada com a situação faça o possível para ajudá-la, chame para conversar e para seguir na folia com você.
A delegada Michelle Meira destaca que a mulher deve sempre estar atenta para não ser pega de surpresa a nenhum tipo de comportamento. Ela recomenda que as mulheres andem sempre em grupo para tentar inibir o assédio e outros delitos. A dica é que também esteja acompanhada quando for voltar para casa de Uber, Táxi ou ônibus.
Nos blocos de rua da Grande Vitória serão distribuídos 10 mil tatuagens temporárias pelo Coletivo Não é Não. Serão três frases diferentes: Não é Não”, “Ame com Respeito”, “Conexões Sinceras”.
Durante os blocos, a Prefeitura  da Serra vai distribuir um leque informativo com contatos que as mulheres podem acionar caso sejam importunadas, entre eles está o 3328-7500 que é o Centro de Referência da Mulher. Além disso, os locutores vão reforçar a importância de os homens respeitarem a negativa das mulheres durante os blocos e estarão preparados para acolhê-las e encaminhá-las para a polícia. “Quando perceber a mulher em situação de violência não julgue, apenas ajude. Não é porque está com uma roupa menor que está predisposta a receber uma cantada”, contou.

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