Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Morro da Boa Vista

Após três anos, ameaça de nova tragédia em morro

Em Boa Vista, 2 mil pessoas vivem sob risco de rolamento de pedra

Publicado em 17 de Abril de 2019 às 00:59

Publicado em 

17 abr 2019 às 00:59
Sandra Luiza Conceição, de 53 anos, teve a casa destruída após o rolamento de pedra no Morro da Boa Vista, em São Torquato Crédito: Fernando Madeira

Após três anos do rolamento de uma pedra de três mil toneladas no Morro da Boa Vista, em São Torquato, Vila Velha, cerca de dois mil moradores ainda vivem sob alerta máximo. Apesar de uma contenção ter sido feita no local, a área ainda é considerada de risco muito alto, segundo a Defesa Civil Estadual. Ou seja, novas rochas podem rolar e, com as chuvas, a situação pode se agravar. Uma vistoria rotineira foi feita ontem no local pela Defesa Civil Municipal.

O rolamento ocorreu em 1º de janeiro de 2016, deixando 15 pessoas feridas. Houve um processo natural de desgaste da rocha.

O gerente de operações da Defesa Civil Estadual, Rony Gomes do Nascimento, explicou que uma área pode ter seu risco minimizado após obras de contenção. No entanto, a região de Boa Vista continua sendo de muito alto risco, porque a barreira feita representa apenas cerca de 10% do total da área das pedras.

“Mesmo com a obra feita pela Prefeitura de Vila Velha, é um ponto com muito alto risco. Isso porque os blocos nas áreas adjacentes podem rolar e, dependendo do percurso, atingir o local que já sofreu com um deslizamento ou outras partes do morro”, explica.

Ele acrescentou que o perigo de rolamento acontece principalmente no período das chuvas. “A água infiltra entre a rocha e terra, diminuindo aos poucos o contato entre as duas e ocasionando o rolamento”, disse.

Apesar do que aconteceu em 2016, duas mil pessoas ainda moram na região sob risco. Uma delas é a açougueira Sandra Luiza Conceição, de 53 anos, que teve a casa destruída e agora vive no pé do morro.

Ela lembra que estava em sua casa, com o seu esposo, dois amigos e seus dois filhos quando o rolamento de pedra aconteceu. Sandra estava no quarto e ouviu seus familiares gritando, a terra tremendo, tudo caindo. Em menos de 10 minutos, viu o imóvel no chão.

“Eu sei que foi um desastre da natureza, mas prefiro sair daqui e arrumar uma casa em outro lugar”, explica.

INDENIZAÇÃO 

Ela faz parte do grupo de 17 famílias que não puderam voltar para casa após o rolamento de pedra no morro. Para essas famílias, a Prefeitura de Vila Velha pagou uma indenização, após acordo, no último mês de março. O total foi de R$ 362.433,86 com recurso próprio do município. O dinheiro é referente às casas nos morros que tiveram que ser esvaziadas ou foram destruídas

A presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Espírito, Mariana Sobral, explicou que os valores foram diferentes para cada família, variando de R$ 50 mil a R$ 7 mil. Foram avaliadas a construção e a mão de obra desses 17 imóveis, uma vez que o terreno não pertencia aos moradores que saíram do local.

“O valor da indenização foi aprovado pelos moradores, Defensoria Pública e Ministério Público. Além da indenização, houve um acordo para que essas pessoas sejam incluídas no próximo programa habitacional.”

Antes da liberação dos recursos, a prefeitura auxiliou as famílias com o aluguel social. O Executivo, entretanto, não informou quando essas 17 famílias serão colocadas num programa habitacional e retiradas do morro.

OUTRO LADO 

O assessor adjunto da Defesa Civil de Vila Velha, Augusto Bandeira Filho, explicou que o órgão faz um trabalho preventivo em várias áreas, inclusive no morro da Boa Vista.

“Saímos diariamente para observar as áreas de riscos geológicos e estruturais e intensificamos o trabalho em períodos de chuva. Acompanhamos os pluviômetros, que medem a intensidade das chuvas. para direcionar os esforços”, diz.

As equipes também realizam ações para orientações aos moradores do morro da Boa Vista com dicas a serem adotadas antes e depois de períodos chuvosos. Também são realizadas palestras em escolas sobre como agir diante de emergências. Além da prevenção, a partir do plano municipal de redução de risco, que deve ficar pronto em 2020, será possível identificar as áreas de risco de forma detalhada para apontar soluções definitivas.

 

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Paz é com Z, Brasil é com S e estudar história é urgente
Flávio Bolsonaro desembarca em Miami
Boicotes, demissões e discurso de ódio devem ser punidos
Imagem de destaque
Horóscopo do dia 30/10/2026: signos precisarão rever prioridades e agir com mais paciência

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.