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Publicado em 13 de julho de 2023 às 21:22
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que o Espírito Santo não precisa se preocupar com os impactos da reforma tributária, aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados e encaminhada para o Senado. Para ela, as indústrias vão ser beneficiadas com a redução de impostos e o fim da guerra fiscal e, por isso, o Estado não deve perder plantas industriais. >
A declaração foi dada durante a plenária estadual do Plano Plurianual Participativo do governo federal, realizada nesta quinta-feira (13), em Vitória. Também estiveram presentes na audiência pública o governador do Estado, Renato Casagrande, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macedo.>
"Estou muito tranquila. Como alguém que acompanha a reforma tributária há muito tempo, faço questão de dizer isso para um Estado que tem preocupação com as mudanças. Posso garantir para vocês: a reforma tributária é a única bala de prata que nós temos para o Brasil efetivamente crescer. E de forma sustentável, duradoura. Não é aos trancos e barrancos, igual aquele jogo de tabuleiro, em que anda duas casas e volta uma. Estamos falando de um crescimento real", frisa.>
Na avaliação de Tebet, a reforma sozinha vai aumentar em 50% o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, mesmo sem considerar o ganho que possa haver em produtividade, que é a qualificação do trabalhador, a carteira de trabalho assinada, a renda e os demais efeitos na economia.>
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Tebet lembrou que a realidade do Espírito Santo é muito parecida com a do Estado dela, o Mato Grosso Sul, e de outros, como Goiás e Mato Grosso, que têm vocação produtora, especialmente no agronegócio.>
"Conheço muito bem essa realidade dos incentivos fiscais porque também já fui muito beneficiada. Consegui uma das maiores fábricas do mundo de celulose para a minha cidade (Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul), quando fui prefeita. Naquela época, fazia sentido, porque os Estados que perdiam as indústrias, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, não espelhavam os benefícios dados pelos outros. Hoje, o mesmo benefício dado pelo Espírito Santo, por exemplo, é bancado por São Paulo, que leva a indústria", destaca a ministra.>
Com a unificação dos impostos federais (IPI, PIS e Cofins), estaduais (ICMS) e municipais (ISS), que começará a ser implantada a partir de 2027, Tebet frisou que os fundos previstos pela reforma tributária vão ter o papel de fomentar o desenvolvimento nas diferentes regiões do país. >
E acrescentou que esses fundos, como o de Desenvolvimento Regional, vão poder ajudar a tirar do papel obras previstas para o Espirito Santo. Inclusive, algumas que estão em uma lista elaborada pelo governo do Estado para serem priorizadas pelo governo federal, como as duplicações das BR 262 e 101.>
"No Fundo de Desenvolvimento Regional, vão poder ser colocados recursos para investimentos de obras importantes e relevantes para a região", reforça a ministra.>
A realização da plenária estadual teve parceria do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), responsável pela elaboração do Plano Plurianual (PPA), e da Secretaria-Geral da Presidência da República, que articula a participação social.>
Os cidadãos de todo o País ainda podem contribuir com a elaboração do PPA do governo federal, por meio on-line, na plataforma Brasil Participativo (www.gov.br/brasilparticipativo), até sexta-feira (14). Para acessar a plataforma, é necessário ter cadastro prévio no sistema Gov.br. Também é possível votar em propostas já cadastradas na plataforma.>
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