Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Mais gastos

Alta da carne de boi faz subir preços em bares e restaurantes do ES

Empresários estão repassando os custos ao consumidor e tentam criar estratégias para contornar o problema

Publicado em 24 de Dezembro de 2019 às 06:00

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 dez 2019 às 06:00
Carne de boi auemntou 19,6% entre outubro e novembro deste ano Crédito: Divulgação/Abiec
Comer fora de casa já está doendo no bolso dos capixabas. Por conta da alta do preço da carne de boi, muitos bares e restaurantes do Espírito Santo têm repassado o aumento para os consumidores para não ficarem no prejuízo.  Há ainda estabelecimentos que estão praticando preços diferentes para pratos com e sem o produto. Para tentar contornar o problema, empresários já se unem para fazer compras maiores e com preços mais baixos. 
Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o preço da carne de boi de primeira teve aumento de 19,4% em novembro em comparação com outubro, em Vitória. Foi a maior variação entre as capitais brasileiras.
“Foi um aumento muito acima do normal e que nos pegou de surpresa. Nenhum empresário gosta de aumentar o preço, mas, infelizmente, estamos tendo que repassar esse custo”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bares, Restaurantes e Similares do Espírito Santo (Sindibares), Rodrigo Vervloet.
Ele afirmou que não sabe precisar qual é a porcentagem de aumento, mas disse que os efeitos já são visíveis nas balanças e nos cardápios. 

ALTERNATIVAS

Para tentar manter a clientela, alguns proprietários de restaurantes self-service estão utilizando uma estratégia diferente: separar o preço cobrado pela carne, do resto do bufê. Nesses casos são cobrados preços diferentes do quilo. Dessa forma, acaba pagando mais caro quem come mais carne, sem impactar o valor cobrado pelos demais alimentos servidos.
Outra maneira de “contornar” a alta da carne de boi de primeira é fornecer outras alternativas de proteínas, que ainda estão com preços mais baixos, como frango e porco.
“Estamos também tentando nos unir para fazer compras coletivas para tentarmos preços mais vantajosos comprando em quantidade maior”, relata Vervloet.
A crise da carne afetou também que pede marmita, já que muitas subiram de preço. Em Jardim Camburi, Vitória, o aposentado Elisas Martins Colodetti, 63 anos, teve que aplicar 20% de aumento no preço das marmitas com carne de boi. A opção com frango permaneceu com valor igual. 
"É muito complicado, a gente fica na expectativa, receoso de encarecer e o pessoal parar de comprar", afirma. Elias, que foi dono de restaurante por 30 anos no Rio de Janeiro, afirma que raramente viu o preço aumentar nessas proporções. "Me faz lembrar a época da inflação alta, que todo dia pagávamos mais que o anterior", se recorda.
O aposentado conta que, por causa do aumento na marmita com carne de boi, viu crescer a demanda pelas de frango. No entanto, ele acredita que a situação deve se normalizar em breve. "Quando acabar essa entressafra, volta a normalidade", diz. 

CAUSAS

De acordo com o Dieese, o preço da carne de boi tem subido em todo o país porque altos volumes do produto têm sido exportados para a China, devido ao ano novo chinês e a peste suína, que reduziu o estoque de porcos daquele país.
Além disso, o período é de entressafra bovina e o custo de reposição do bezerro está muito alto. Por fim, o dólar desvalorizado estimulou as exportações. Ao aumentar as exportações, o mercado interno acaba recebendo menos produtos, o que causa um desabastecimento nacional.
A alta no preço da carne na Capital capixaba puxou o aumento de 7% na cesta básica nos dois últimos meses, que passou a custar R$ 462,06, a terceira mais cara do país. Nos últimos 12 meses, esse preço aumentou 13,10% em Vitória, muito acima da inflação no período, que foi de 2,67%.
A carne também foi o item que mais influenciou a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em novembro deste ano. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,51% em novembro, maior taxa para o mês desde 2015 (1,01%).

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Editais e Avisos - 30/04/2026
Imagem BBC Brasil
O que explica derrota histórica de Lula no Senado (e qual recado envia ao STF)
Prosperidade vence Brasil de Farroupilha na Copa do Brasil Feminina 2026
Prosperidade elimina Brasil de Farroupilha nos pênaltis e avança na Copa do Brasil Feminina

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados