A operadora Vivo foi multada em R$ 466 mil pelo Procon Municipal de Castelo por instabilidade no sinal de internet e telefonia móvel na cidade, no Sul do Espírito Santo. O problema ocorre desde janeiro e tem atrapalhado moradores, comerciantes e a indústria local.
Em nota, a Vivo informou que já se manifestou junto ao Procon de Castelo e reforçou que tem atuado de forma constante para melhorar a qualidade dos seus serviços e aumentar a satisfação dos seus clientes.
O coordenador executivo do Procon de Castelo, Augusto Zagôto Andrião, afirmou que o órgão monitora a instabilidade desde o início do ano. “Foi instaurado um processo administrativo para apurar as falhas em janeiro. A prestadora apresentou a defesa, a assessoria do órgão entendeu que o recurso não justificava a falha e o Procon aplicou a multa de R$ 233 mil”, afirmou.
Entre agosto e setembro, o sinal da operadora voltou a ficar instável por dias seguidos e, novamente, o Procon gerou um auto de infração, com o mesmo valor da primeira multa.
“Tivemos vários dias de instabilidade, recentemente, e foi gerado um auto de infração também de R$ 233 mil. Abriu-se o prazo para a apresentação de defesa, por conta dessa segunda ocorrência, mas ainda não houve manifestação em escrito por parte da operadora”, afirmou Zagôto.
Procuradoria Geral de Castelo se manifesta
O primeiro processo envolvendo a falta de sinal chegou à Procuradoria Geral do Município. Também em conversa com A Gazeta, o procurador da cidade, Ademir da Silva Cotta Júnior, afirmou que o caso foi encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por ser uma situação que tem afetado toda a população.
"Estamos tentando todos os meios e não estamos conseguindo solucionar, a operadora nem responde"
"Já estamos com esse procedimento há vários meses, teve audiência, multa aplicada e, mesmo assim, continua a inconsistência do sinal. Este final de semana, não funcionou. Não temos uma explicação da operadora para o que está ocorrendo. Na primeira audiência falaram que eram cabos rompidos, mas continua frequente a falta de sinal", manifestou.