O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), a Associação dos Magistrados do Espírito Santo (Amages) e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) divulgaram nota de pesar pelo falecimento do professor e desembargador aposentado Paulo Nicola Copolillo. O magistrado morreu na última segunda-feira (17), aos 89 anos, e foi sepultado na terça-feira (18), no cemitério Jardim da Paz, localizado na Serra.
Além da carreira como juiz e, posteriormente desembargador, Paulo também era formado em Medicina pela Emescan. Devido à magistratura, nunca trabalhou como médico, mas lecionou na Ufes, no período de maio de 1977 a julho 2005, nos cursos de Medicina e Direito.
Claudia Copolillo, filha de Paulo Nicola Copolillo e juíza aposentada, conta que o pai era um homem muito curioso e, por trabalhar na vara criminal, tinha muito interesse em aprender sobre a medicina pericial pela proximidade das áreas de conhecimento. "Meu pai queria entender a perícia da forma como é feita e por que é feita daquela forma. Por isso ele fez Medicina", lembra.
Paulo Nicola Copolillo morreu aos 88 anos dedicou a vida ao magistrado
Copolillo foi nomeado ao cargo de juiz substituto em fevereiro de 1969 e tomou posse um mês depois, quando foi designado para responder como juiz adjunto na Comarca de Linhares. Em junho desse mesmo ano, foi transferido e trabalhou como juiz adjunto da 3ª Vara Criminal de Vila Velha.
Paulo Copolillo foi um dos juízes que atuou no julgamento dos acusados pela morte da menina Araceli Cabrera Crespo, ocorrido em 1973, crime brutal que ganhou notoriedade em todo o Brasil. Depois de condenação imposta pelo juiz Hilton Silly, em 1980, os acusados recorreram da decisão e o caso voltou a ser investigado. O Tribunal de Justiça do Espírito Santo anulou a sentença, e o processo passou para o juiz Paulo Copolilo, que, depois de estudar o processo por 5 anos, escreveu outra sentença de mais de 700 páginas em que absolveu os acusados por falta de provas, em 1991.
Por antiguidade, Copolillo foi promovido a desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, onde passou pela 1ª Câmara Cível e pela 2ª Câmara Criminal, em fevereiro de 1994. Após mais de 11 anos de serviço nessa função, ele se aposentou em 2005.