Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Obituário

Tribunal, Amages e Ufes lamentam morte de desembargador aposentado Paulo Copolillo

Além da carreira como magistrado, Copolillo também foi professor, durante 28 anos, na Universidade Federal do Espírito Santo
Gabriela Maia

Publicado em 

19 fev 2025 às 20:28

Publicado em 19 de Fevereiro de 2025 às 20:28

Paulo Nicola Copolillo morreu aos 88 anos dedicou a vida ao magistrado
Paulo Nicola Copolillo morreu aos 89 anos, na última segunda-feira (17) Crédito: Ailton Lopes/Cedoc
Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), a Associação dos Magistrados do Espírito Santo (Amages) e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) divulgaram nota de pesar pelo falecimento do professor e desembargador aposentado Paulo Nicola Copolillo. O magistrado morreu na última segunda-feira (17), aos 89 anos, e foi sepultado na terça-feira (18), no cemitério Jardim da Paz, localizado na Serra.
Além da carreira como juiz e, posteriormente desembargador, Paulo também era formado em Medicina pela Emescan. Devido à magistratura, nunca trabalhou como médico, mas lecionou na Ufes, no período de maio de 1977 a julho 2005, nos cursos de Medicina e Direito. 
Claudia Copolillo, filha de Paulo Nicola Copolillo e juíza aposentada, conta que o pai era um homem muito curioso e, por trabalhar na vara criminal, tinha muito interesse em aprender sobre a medicina pericial pela proximidade das áreas de conhecimento. "Meu pai queria entender a perícia da forma como é feita e por que é feita daquela forma. Por isso ele fez Medicina", lembra. 
Copolillo foi nomeado ao cargo de juiz substituto em fevereiro de 1969 e tomou posse um mês depois, quando foi designado para responder como juiz adjunto na Comarca de Linhares. Em junho desse mesmo ano, foi transferido e trabalhou como juiz adjunto da 3ª Vara Criminal de Vila Velha.
Paulo Copolillo foi um dos juízes que atuou no julgamento dos acusados pela morte da menina Araceli Cabrera Crespo, ocorrido em 1973, crime brutal que ganhou notoriedade em todo o Brasil.  Depois de condenação imposta pelo juiz Hilton Silly, em 1980, os acusados recorreram da decisão e o caso voltou a ser investigado. O Tribunal de Justiça do Espírito Santo anulou a sentença, e o processo passou para o juiz Paulo Copolilo, que, depois de estudar o processo por 5 anos, escreveu outra sentença de mais de 700 páginas em que absolveu os acusados por falta de provas, em 1991.
Por antiguidade, Copolillo foi promovido a desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, onde passou pela 1ª Câmara Cível e pela 2ª Câmara Criminal, em fevereiro de 1994. Após mais de 11 anos de serviço nessa função, ele se aposentou em 2005. 

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Cris Samorini tome posse como prefeita de Vitória na segunda (6)
Imagem de destaque
9 receitas sem carne para a Sexta-feira Santa
Imagem de destaque
'Não temos dinheiro nem para comida básica': iranianos relatam desespero crescente após um mês de guerra

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados