O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, fez um alerta sobre a realização de testes para diagnosticar pessoas com o novo coronavírus na manhã desta quarta-feira (17) em entrevista à Rádio CBN Vitória. Quando questionado sobre o porquê de o estado não ampliar a testagem e rastrear os infectados, o secretário explicou como é a eficácia dos testes disponíveis atualmente PCR e o teste rápido e alertou para os riscos de imprecisão no diagnóstico caso os testes sejam feitos sem a indicação necessária.
Segundo Fernandes, cada tipo de teste deve seguir a janela correta de indicação para que o diagnóstico seja preciso. Sendo realizado fora destes períodos, pode haver falha no resultado e o negativo, por exemplo, pode não descartar a doença.
"Os testes disponíveis, as tecnologias disponíveis, elas não são boas para poder diagnosticar os pacientes em qualquer tempo. O PCR, por exemplo, que é biologia molecular, tem indicação para testar os pacientes entre 4 e 8 dias de evolução da doença. Qualquer teste que eu faça de PCR fora dessa janela, o resultado negativo dele não nega o diagnóstico da doença. O mesmo com o teste rápido. Tenho dito que esses testes não são rápidos, porque eles exigem que o paciente tenha de 7 a 14 dias de evolução, de contato com a doença, para que o teste dê positivo com segurança"
Sendo assim, a realização do teste fora do período indicado pode não dar um real diagnóstico da doença. Por isso, Nésio afirma que o fundamental é isolar pessoas sintomáticas, independente de testes ou não.
Os resultados negativos de testes rápidos não descartam a doença. Assim como os resultados negativos do PCR passados os 8 dias de evolução da doença. Então, o teste rápido ele pode confirmar, mas ele não descarta o diagnóstico. O fundamental é isolar pessoas sintomáticas, independente do teste, concluiu.