Publicado em 25 de março de 2024 às 14:33
Adair Antônia Fernandes, de 43 anos, estava em casa com os filhos de 6 e 3 anos, além do marido, quando a casa onde residiam desabou no bairro da Reserva, distrito de Mimoso do Sul, no Espírito Santo, na noite de sexta-feira (22). >
Uma prima da família conversou com o g1 e disse que Adair já foi enterrada no cemitério da cidade, enquanto o marido dela segue internado em Cachoeiro de Itapemirim, após sofrer ferimentos graves. Já o filho mais novo do casal teve ferimentos leves e está em um hospital de Mimoso.>
"Teve muito deslizamento de barreira e a casa dela foi uma das atingidas. Todos estavam em casa na hora em que a casa foi atingida. O marido foi resgatado e transferido para Cachoeiro de helicóptero", disse a prima.>
A família morava no bairro, que fica na zona rural, há cinco anos. Ainda segundo familiares, o corpo de Adair foi arrastado ela chuva.>
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"Nós ficamos sabendo sobre a chuva forte no bairro que ela morava através de um dos genros do meu marido, que começou a falar que estava chovendo muito. Como a minha casa é alta, nunca foi enchente, mas dessa vez a água chegou. Eu fui tentar ajudar meu cunhado, que é ex-prefeito da cidade, e acabamos ficando ilhados lá. Estamos perdidos ainda, recebemos muitas informações", comentou a prima.>
A Defesa Civil não informou se Adair é uma das 17 vítimas já confirmadas em Mimoso do Sul. Ao todo, são 19 pessoas mortas no Espírito Santo, sendo duas em Apiacá. >
Ao todo, no Espírito Santo, 7.287 pessoas estão desalojadas (que foram para residência de familiares ou amigos) e 411 estão desabrigadas, isto é, perderam o imóvel e foram encaminhados a abrigos públicos. Os números foram atualizados no último boletim divulgado pela Defesa Civil Estadual, às 11h.>
Segundo apuração da repórter da TV Gazeta, Bruna Hemerly, crianças estariam entre os mortos confirmados em Mimoso. Na cidade, cinco pessoas internadas em lar de idosos estão entre as vítimas.>
A Polícia Científica chegou a montar uma força-tarefa para identificação das pessoas que morreram nas enchentes em Mimoso do Sul. Agora, os corpos encontrados serão levados diretamente para o Serviço Médico Legal (SML) de Cachoeiro de Itapemirim por ter mais estrutura para os trabalhos.>
Segundo informações do jornalismo da Rede Gazeta, todos os corpos que estavam na capela mortuária montada no Centro de Mimoso já foram reconhecidos pelos familiares, e foram liberados para os respectivos sepultamentos. As identidades das vítimas, no entanto, não foram divulgadas oficialmente. >
O g1 apurou com representantes da Casa Reviver que as vítimas são pessoas com deficiência, com idades entre 19 e 55 anos, que estavam em uma das casas inclusivas. Todos foram levados para a capela mortuária que foi aberta no município, onde operou um DML improvisado. Entre os mortos, estão:>
Os parentes das vítimas já reconheceram os corpos, que foram liberados para o sepultamento. Dos cinco mortos, um era cadeirante e outro era acamado. Todos eram moradores da residência. Nenhum cuidador morreu. >
Além das vítimas da Casa Reviver, outras duas mortes foram confirmadas até agora:>
Até o último boletim divulgado pela Defesa Civil, às 11h desta segunda, as 6 pessoas que estão desaparecidas são de Mimoso do Sul. >
Várias casas totalmente destruídas e alagadas. Em uma das residências em Mimoso do Sul, uma das cidades mais atingidas, uma geladeira chegou a ficar pendurada no teto após o local ter sido atingido por uma enxurrada. A água cobriu residências em vários locais. >
Uma das moradoras de Mimoso do Sul que teve a casa atingida vivia no local há apenas um mês com as três filhas pequenas, que não estavam na residência na hora do temporal.>
"Foi desesperador. Só agradecer a Deus agora. Graças a Deus, minhas filhas estão vivas, eu estou viva, e agora é começar de novo. Ainda não caiu a ficha de ter perdido tudo, de você ver as suas coisas tudo no barro. Não sei nem o que fazer, estou na adrenalina de acreditar que ainda é mentira", comentou Waine.>
O cenário na cidade de 24.475 habitantes é devastação completa. Além de móveis jogados nas ruas e pertences espalhados com lama pela cidade, carros também apareceram revirados e em cima de muros e até telhados. Durante o temporal, até um caminhão dos Bombeiros foi levado pela força da água. Em meio à tragédia, falta comida e água. >
Com informações da repórter Viviane Lopes do g1 ES>
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