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Publicado em 11 de outubro de 2023 às 19:49
A Prefeitura de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, anunciou, nesta quarta-feira (11), a paralisação de 11 escolas rurais no município, a partir de 2024. Segundo a prefeitura, a decisão foi tomada pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES), após a identificação de “uma infraestrutura precarizada nas escolas”, e os alunos serão redistribuídos para outras unidades. TCES ressalta que o Termo de Ajuste de Gestão (TAG) foi de adesão voluntária.>
“Percebeu-se uma estrutura precarizada, uma falta de atendimento ao que é estabelecido para o funcionamento de uma escola. A gente tinha sala de aula que tinha alunos, freezer, geladeira, material pedagógico, tudo no mesmo espaço. Então, a gente percebe que tá faltando o básico para a criança receber a educação de qualidade”, detalhou o secretário de Educação do município, Rafael Perim, em um vídeo publicado nas redes sociais da prefeitura.>
Serão paralisadas as escolas rurais de Caxeta, Piabanha do Norte, Pedra Branca, Brejo Grande do Sul, Afonsos, Portal de Paineiras, Barbados, Irmãos Kennedy, Retiro, Fazenda Velha e Santa Helena. Segundo a prefeitura, a decisão foi tomada pelo TCES, por meio de um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG). A audiência para discutir o termo também contou com representantes do Ministério Público de Contas do Espírito Santo (MPC-ES), governo do Estado e da Secretaria de Estado da Educação e da Secretaria Municipal de Educação.>
“A partir de 2014, a oferta de algumas escolas serão realizadas em outras instituições que comportam os alunos e que têm uma infraestrutura eficaz para receber todo o ensino pedagógico que as nossas crianças merecem [...] Esse ajuste aconteceu com todos os municípios. Todos os municípios foram convocados a participar dessa audiência a fim de ajustar o atendimento da rede estadual e rede municipal”, relatou o secretário.>
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Ainda conforme o município, na tarde de terça-feira (10), o Secretário de Educação de Itapemirim comunicou a decisão ao conselho municipal de Educação. “Asseguramos aos pais que todos alunos terão acesso à escola e transporte escolar caso seja necessário”, afirmou Rafael Perim.>
Procurado, O Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) informou nesta segunda-feira (16) que o Termo de Ajuste de Gestão (TAG) foi de adesão voluntária pelos municípios e pelo governo do Estado. "O TAG tem o objetivo de melhorar a educação pública capixaba a partir de um melhor aproveitamento de matrículas, conforme detalhado em seu texto. Passado o momento da assinatura pelos municípios, o Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo consultou aqueles que haviam assinado o termo se teriam efetivas condições de cumprir o que fora acordado".>
Ainda segundo o tribunal, dificuldades apontadas pelos municípios foram encaminhadas à Área Técnica, ao Ministério Público de Contas e ao Relator do processo e aguarda-se a inclusão em pauta do Plenário para que sejam resolvidas as questões pendentes e realizadas eventuais alterações nas minutas. "Dado o caráter consensual do TAG, nada impede que Município que tenha alguma nova dificuldade comunique ao TCE-ES", finalizou.>
O Ministério Público de Contas (MPC-ES) e a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) também foram procurados pela reportagem de A Gazeta, mas não retornaram até a publicação do texto.>
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