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Publicado em 26 de março de 2026 às 10:01
Uma neblina escura vista na Praia de Camburi, em Vitória, chamou a atenção de quem passava pelo local na manhã desta quinta-feira (26). O trecho entre a Mata da Praia e o Porto de Tubarão "sumiu" em meio ao fenômeno. De acordo com meteorologistas, a neblina é comum nesta época do ano, mas pode estar associada a partículas do solo que não conseguiram se dissipar. >
O meteorologista Hugo Ramos, do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), explica que o fenômeno visto trata-se de um nevoeiro de radiação — popularmente chamado de neblina. De acordo com o especialista, a formação está diretamente ligada às condições meteorológicas da região. "Durante a noite e madrugada, houve uma forte perda de calor do solo, que resfriou o ar próximo à superfície. Com a umidade relativamente alta e ventos fracos, o vapor d’água presente no ar atingiu o ponto de saturação, condensando-se e formando o nevoeiro”, apontou. >
Já a especialista em meteorologia Maria Clara Sassaki, porta-voz da empresa Tempo Ok, explica que o fenômeno pode se tratar de uma mistura entre neblina e materiais que já estavam na superfície. “Na madrugada teve pouco vento na atmosfera, por isso, a camada de material particulado que estava na superfície não conseguiu dissipar. E esse material particulado pode ser qualquer coisa que estava na camada mais baixa da atmosfera, perto da superfície: Poluição da cidade, sal marinho, poeira da praia. Qualquer partícula pequena e leve o suficiente para pairar nessa camada mais baixa”, informa.>
Kyssyanne Oliveira, mestre em Meteorologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explica que esse tipo de nevoeiro é típico no outono e no inverno. “Estamos com muita umidade, os ventos estão bem calmos e tinha uma nuvem de chuva bem densa na região oceânica”, explica.>
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Quando o sol aparece, a tendência é que essa camada se dissipe. "Se fosse uma grande cidade, como São Paulo, por exemplo, essa camada demoraria muito mais tempo para dissipar", finaliza Maria Clara Sassaki.>
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