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Sem sono?

Médica do ES alerta para aumento da insônia na pandemia; saiba o que fazer

Levantamento do Google feito de abril a maio deste ano mostrou que a palavra 'insônia' foi a mais procurada na plataforma. A psiquiatra Letícia Mameri explica que o tratamento nem sempre envolve uso de medicação

Publicado em 06 de Agosto de 2020 às 09:51

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 ago 2020 às 09:51
Doenças do sono: descubra os sintomas e como tratar
Seu sono também sumiu na pandemia? Médica explica o que fazer Crédito: Unsplash
Já são quase cinco meses de pandemia do novo coronavírus – com distanciamento social, uso de máscara, mudanças na rotina – período em que muita gente tem enfrentado também dificuldades para dormir. Uma pesquisa do Sindicato dos Trabalhadores das Drogarias do Espírito Santo constatou que houve um aumento de 20% a 30% na venda de medicamentos contra ansiedade, insônia e depressão nos últimos meses. Enquanto isso, um levantamento do Google, feito de abril a maio deste ano, mostrou também que a palavra "insônia" foi a mais procurada na plataforma. Seu sono também desapareceu? Especialista explica o que fazer.
De acordo com a diretora da Associação Psiquiátrica do Espírito Santo, Letícia Mameri, as pessoas já estavam em um ritmo de adoecimento mental acelerado antes do surgimento da Covid-19. Com o avanço da pandemia, isso cresceu de forma exponencial. "Hoje temos o que chamamos na Associação Brasileira de Psiquiatria de quarta onda de Cpvid, que é o adoecimento mental. A Covid tende a passar e a quarta onda tende a continuar", afirmou a médica em entrevista ao Bom Dia ES, da TV Gazeta.

NÃO TOME O REMÉDIO DO AMIGO

Se você está no grupo dos que têm enfrentado dificuldade na hora de dormir a dica número um da médica é não tomar o remédio de amigos ou parentes. Segundo Letícia, nem sempre a insônia precisa ser tratada com medicamento. Muitas vezes uma adequação na rotina pode proporcionar noites de sono mais tranquilas.
"A insônia tem várias causas possíveis e a primeira coisa que temos que fazer é a higiene do sono. Isso não envolve medicação. É você respeitar o horário de dormir, evitar tela (televisão, celular, computador e tablet), evitar luz azul. Toda essa higiene do sono é orientada pelo psiquiatra e, se for necessário, vai ser prescrita a medicação, não necessariamente para insônia. Muitas vezes o que está causando aquela insônia é um transtorno de ansiedade ou um transtorno depressivo. As medicações para isso não são medicações que causam dependência. Mas as medicações controladas, tarja preta, que muitos pegam emprestado com o colega, podem sim causar dependência e se for necessário precisa ser prescrita pelo médico", esclarece a psiquiatra.

BUSQUE AJUDA O QUANTO ANTES

Se você já tentou de tudo e mesmo assim não tem conseguido dormir, busque ajuda. A psiquiatra lembra que muitos médicos têm atendido de forma telepresencial. Esperar a pandemia acabar para ir atrás de um diagnóstico médico é agravar o problema, segundo ela.
"Tem que procurar um profissional. O psiquiatra vai fazer uma avaliação médica, uma hipótese diagnóstica, vai avaliar de acordo com o perfil do paciente qual a medicação mais apropriada. A pandemia não vai acabar. Teremos que conviver com essa situação por um bom tempo, então não dá para esperar. O Conselho Federal de Medicina liberou a telemedicina, a maior parte dos médicos estão atendendo dessa forma. A receita chega por SMS, com código de barras. Não pode deixar isso passar para procurar o médico", concluiu Letícia.
Com informações da TV Gazeta

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