Em cada país, em cada comunidade, em cada lar católico, a Virgem Maria é invocada das mais diversas formas, com diferentes nomes, conforme a fé e a devoção populares. Nesta época do ano, muitos costumam participar da Festa da Penha para agradecer as graças alcançadas, principalmente quando a luta foi contra um câncer.
É o caso da administradora mineira, Mailza Silva, cuja historia de devoção a Maria em sua família vem de antes de ela nascer. A mãe dela, devota de Nossa Senhora Aparecida, teve dificuldades na sua gravidez e fez uma promessa para tudo dar certo.
Com a gestação chegando ao fim, com tranquilidade, nasceu Mailza Aparecida Silva, que a partir dali aprendeu a ser devota da padroeira do Brasil. Aos nove anos, a mineira se mudou com a família para Vitória e passou a frequentar o Convento. Por muito tempo, ela ia até a avenida Carlos Lindenberg, em Vila Velha, no período da Festa da Penha ver os romeiros passarem.
"Antigamente, era só a Romaria dos Homens. A gente se emocionava bastante com a passagem daquelas pessoas que tinham muita fé. Quando vinha Nossa Senhora a emoção era ainda maior"
Mailza conta que passou a ser devota também de Nossa Senhora da Penha e repetiu o ritual de ir ver a passagem daquelas pessoas por muitos anos até decidir ir à procissão.
Existia da parte dela o receio de não conseguir fazer todo o caminho. “Achava que não ia conseguir, mas acabei indo e aguentei. Fui uma segunda vez com meu filho”, completa.
Em 2016, a mineira foi diagnosticada com câncer de mama e sempre que ia fazer as sessões de quimioterapia passava em frente ao Convento da Penha e pedia proteção à Nossa Senhora da Penha e, na volta, agradecia.
Até que chegou o dia de passar por um procedimento cirúrgico que foi marcado para dias depois da paróquia que frequenta receber a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, na época.
Mailza então pediu à santa que pudesse recebê-la antes de fazer a cirurgia e foi o que aconteceu: nos três dias de programação, sexta, sábado e domingo, ela participou de tudo, sem cansar ou sentir dor.
“Caminhei, peguei chuva, não fiquei gripada. Na terça-feira fiz minha cirurgia e Nossa Senhora esteve ali comigo, protegendo a mim e minha família. Tudo deu certo.”