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99 é condenada após cego pagar R$ 1,9 mil por corrida de R$ 19 no ES

Passageiro fez Pix para motorista e teve estorno negado pela plataforma, que ofereceu apenas dois cupons de R$ 10; decisão é de Vila Velha

Publicado em 24 de Setembro de 2026 às 09:34

Júlia Afonso

Publicado em 

24 set 2026 às 09:34
Mãos no volante
Vítima pagou mais de R$ 1.800 além do valor da corrida Crédito: Magnific

A plataforma de transporte por aplicativo 99 foi condenada a pagar R$ 1.881,33 a um passageiro do Espírito Santo com deficiência visual que, por engano, fez uma transferência via Pix de R$ 1.900,33 ao motorista parceiro para pagar uma corrida de R$ 19. 


O caso aconteceu em janeiro de 2025. Segundo o processo, logo após perceber o erro, o passageiro registrou um boletim de ocorrência e procurou o suporte da empresa. A 99 se recusou a estornar o valor e ofereceu apenas dois cupons de desconto no valor de R$ 10 cada. A plataforma também não forneceu os dados cadastrais do motorista. 


Durante o processo, a 99 alegou que não houve falha na prestação do serviço, "uma vez que o pagamento realizado pela autora ocorreu diretamente ao motorista, em modalidade offline, por exclusiva liberalidade do acionante”. A empresa afirmou ainda que atua apenas como intermediadora tecnológica.


O juiz, no entanto, rejeitou os argumentos da defesa. Na decisão, considerou que a empresa obtém lucro com a atividade e seleciona os prestadores que integram sua base cadastral. Também entendeu que a plataforma deveria oferecer suporte adequado diante de um erro justificável do consumidor, especialmente por se tratar de uma pessoa com deficiência visual.


Com isso, a 99 foi condenada a ressarcir R$ 1.881,33, correspondente ao valor pago pelo passageiro além do preço da corrida. A sentença foi assinada em 7 de maio deste ano, em Vila Velha


A reportagem de A Gazeta procurou a 99 para comentar a decisão, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.

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