Com um atraso de pelo menos quatro décadas em logística e a alta dependência dos recursos provenientes do Governo Federal para investimentos em infraestrutura, o que é preciso e possível fazer para tornar o Espírito Santo mais competitivo? Esta questão começa a ser debatida pela Rede Gazeta a partir desta sexta-feira (09), por especialistas, autoridades e lideranças da sociedade capixaba no projeto “Espírito Santo Competitivo”.
Em entrevista à rádio CBN Vitória, o empresário Wagner Chieppe, presidente da Ong Espírito Santo em Ação, defende que por conta da posição geográfica privilegiada, o Estado deveria ser a primeira opção no Sudeste para estados como Minas Gerais e São Paulo, e outros do Centro-Oeste, para sair com suas cargas, o que não ocorre como deveria hoje por causa da falta de investimentos em infraestrutura.
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Entrevista - Fernanda Queiroz - Wagner Chieppe - 08-10-15
O primeiro seminário do projeto, cujo tema é ‘Logística’, será realizado no Sest Senat, em Cachoeiro de Itapemirim, e contará com palestras de Marcílio Machado, presidente do Sindiex (sobre as carências na área de logística), do advogado Luiz Cláudio Allemand, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (sobre a qualidade das instituições e o seu impacto no setor produtivo), e do consultor Sérgio Constantini, ex-diretor do Banco Santander (sobre as alternativas de financiamento diante do esgotamento de recursos das fontes estatais).
O segundo será realizado em Colatina, na manhã do dia 6 de novembro, quando serão debatidas questões ligadas à Educação, Ciência, Tecnologia, Inovação e Financiamento.
E por fim, no dia 4 de dezembro, um fórum consolidará as contribuições dadas durante o projeto. Todas as palestras e debates terão como foco a identificação de alternativas que possam ampliar o nível de competitividade do Estado que, apesar de possuir uma economia diversificada e localização geográfica privilegiada, não consegue transformar esses atributos em uma vantagem competitiva significativa capaz de atrair investimentos que gerem novas oportunidades de trabalho, renda e ascensão social que possam ser apropriadas pelos capixabas.
O “Espírito Santo Competitivo” tem o propósito de, abrindo oportunidades de participação dos atores sociais, contribuir para a construção de um ambiente favorável à ampliação dos empreendimentos produtivos e do conhecimento da sociedade sobre os “custos capixabas” que encarecem a operação e colocam a produção das empresas sediadas no Espírito Santo em desvantagem com relação à concorrência.