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FIM DO PROGRAMA

Marcius Melhem diz que Tá No Ar cumpriu sua missão na televisão

Atração da Globo chega ao fim na terça (9) após seis temporadas

Publicado em 07 de Abril de 2019 às 20:00

Publicado em 

07 abr 2019 às 20:00
07/04/2019 - Marcius Melhem em cena de cortejo do último episódio da programa 'Tá no Ar: a TV na TV' Crédito: Estevam Avellar/Globo
O programa Tá no Ar conseguiu por seis temporadas criticar a política e a sociedade brasileira com a risada. Também apontou o dedo para o concorrente, citou marcas sem pudor e cutucou a própria Globo. Com o último episódio previsto para terça (9), o humorista Marcius Melhem, 47, fala em missão cumprida.
"Queríamos experimentar esse formato, que tem bastante agilidade e um conteúdo mais focado na realidade do país. É um programa muito desafiador e acho que a gente cumpriu essa missão", contou à Folha de S.Paulo, garantindo que todo assunto é possível abordar com humor, apesar de depender muito da forma que o conteúdo é construído.
"A função do humor é provocar, apontar distorções e é possível fazer humor com tudo. A questão é o conteúdo desse humor. Política é pauta, mas não a única pauta do que fazemos", diz ele, que é um dos criadores do programa que estreou em 2014, ao lado de Marcelo Adnet, 37, e Maurício Farias, 58.
Melhem já havia dito à reportagem que a ideia do programa era abrir o diálogo com quem pensa diferente. "Não adianta falar só com quem já concorda com a gente. Vamos seduzir o outro lado. Você não seduz o outro lado dando porrada nele. Você seduz dizendo 'entendo como você pensa, mas já olhou por esse lado aqui?'."
O último episódio da sexta temporada encerra também o programa e ganhará uma roupagem especial. Ele irá ao ar nesta terça-feira e mostrará uma espécie de "funeral" pelo fim da atração, que contará, não apenas com o elenco fixo, mas também com atores e humoristas --da Globo ou não. 
07/04/2019 - Marcelo Adnet em cena do último episódio da programa 'Tá no Ar: a TV na TV' Crédito: Estevam Avellar/Globo
Para Melhem, o Tá no Ar também foi uma oportunidade para o público ver seus ídolos em situações diferentes: "Temos que citar a vinda do Carlos Alberto de Nóbrega como um marco de como o respeito supera fronteiras e também o Antônio Fagundes de Menudo como um exemplo de ator que soube se desconstruir e rir de si mesmo". 
Mas não é o fim do Tá no Ar que vai encerrar o humor mais crítico na televisão. Melhem cita o Festival Zorra, a Zorra, a Escolinha com programas que herdaram essa característica do Tá no Ar. "Tudo nasceu com o Tá no Ar", afirma ao garantir novos projetos vindo no futuro. 
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