Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Congo

Capixaba lança livro relembrando os 30 anos de 'Madalena do Jucu'

'Perspectivas Históricas e Novos Alcances”, de Déborah Sathler, terá apresentação na sexta (20), a partir das 19h, no Trapiche Café, em Vitória

Publicado em 11 de Dezembro de 2019 às 11:22

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 dez 2019 às 11:22
Integrante da banda de congo Amores da Lua Crédito: Zanete Dadalto/Divulgação
Há exatas três décadas, com o "nascimento" de "Madalena do Jucu", Martinho da Vila cantou o amor pela cultura capixaba e, de quebra, divulgou a beleza do nosso congo para o país. A faixa - e toda a força de sua oralidade - serve como ponto de partida para o livro “30 anos da Gravação de Madalena do Jucu: Perspectivas Históricas e Novos Alcances”, da jornalista, mestre em Humanidades, Culturas e Artes, além de nora do sambista, Déborah Sathler.
A publicação terá uma festa de lançamento na próxima sexta-feira (20), a partir das 19h,  na livraria Trapiche Café, da Editora Cousa. Depois, a turma segue para o bar Casa de Bamba, onde haverá um espetáculo com Tunico da Vila, Amanda Menezes e Bruna Kethily, com um show temático de samba.
A obra, de acordo com Déborah, pode ser vista como uma espécie de resgate de memória da cultura do congo, do povo negro capixaba e da história musical do Brasil, tendo como base os efeitos que o clássico de Martinho da Vila tiveram para o nosso folclore.
"A ideia de escrever o material partiu da necessidade em dar continuidade aos meus estudos em história oral. Realizei escutas humanizadas, por meio de rodas de conversas, com conguistas, mestres e matriarcas da cultura do congo", explica a autora, que é esposa do sambista Tunico da Vila, filho do autor de "Madalena do Jucu".
Sathler afirma que é impossível pesquisar o congo sem se confundir (no bom sentido, é claro) com a história de pessoas que vivem o ritmo. "Entrevistei as famílias Vieira (Tambor de Jacarenema, da Barra do Jucu), Santos (Mestre Honório, da Barra do Jucu) e Sales (Amores da Lua, de Santa Marta, e Panela de Barro, de Goiabeiras), que vêm se dedicando à preservação do patrimônio cultural e acervo em suas próprias residências, que, quase sempre, são as sedes e oficinas de instrumentos das bandas", adianta.  
Para a escritora,  “30 anos..." pretende alçar perspectivas históricas e novos alcances nos reflexos culturais pós-gravação de "Madalena do Jucu". "Mas creio que o mais importante foi o aparato narrativo que ele forneceu. São facetas humanas-artísticas interessantíssimas e, ao mesmo tempo, alertas sociais graves em nossa cultura genuína. Estamos falando de desejos, sonhos, ideias, indagações,  tudo o que envolve comunidades tradicionais e negociações culturais", descreve.
Déborah Sathler, autora do livro “30 anos da Gravação de Madalena do Jucu: Perspectivas Históricas e Novos Alcances” Crédito: Divulgação

PRECONCEITOS

Esse mosaico de vozes acabou desnudando preconceitos arraigados na sociedade sobre o conguista. "Nas pesquisas, confirmei relatos de intolerância com as comunidades musicais do congo. Pode ter certeza que o livro é um marco zero para outros projetos que serão desencadeados", adianta.
A fim de resgatar a cultura de raiz do Espírito Santo para os nossos jovens,  “30 anos da Gravação de Madalena do Jucu" teve 1,3 mil exemplares distribuídos para alunos das escolas estaduais e municipais de Vitória e do Ifes, em Cariacica. "Nosso objetivo é estimular a leitura dos estudantes e professores, em cumprimento a lei 10.639 que versa sobre a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira. Somente em algumas escolas da Barra do Jucu, em Vila Velha, e nos bairros Santa Marta e Goiabeiras, em Vitória, encontrei ensino do congo. É uma realidade que precisa ser modificada", aponta.
"Meu sonho como uma 'labutadora da história oral', como disse Martinho da Vila nesse livro, é também ver professores formados para além do saber acadêmico, em que eles possam ter a rica oportunidade da experiência cultural", explana a autora, afirmando que a obra também foi distribuída na Ufes e no Ministério Público do Espírito Santo. "São pontos de núcleos de atuação com o povo negro. É a contribuição que posso dar por tudo o que encontrei e ouvi no campo de pesquisa junto à comunidade do congo capixaba". complementa.

“30 anos da Gravação de Madalena do Jucu: Perspectivas Históricas e Novos Alcances”

  • O QUE É: Lançamento do livro de Déborah Sathler
  • QUANDO: Sexta-feira (20), a partir das 19h, na Livraria Trapiche Café. Rua Gama Rosa, 236, Centro, Vitória.  Informações: (27) 99956-0277.  Depois, a turma segue para o bar Casa de Bamba, onde haverá um espetáculo com Tunico da Vila, Amanda Menezes e Bruna Kethily, com um show temático de samba

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Paisagem de montanha em São Roque de Maravilha, distrito de Alfredo Chaves que registrou 8º
Município capixaba dos 40 graus tem onda de frio de até 4 graus
Imagem de destaque
5 motivos para beber mais água no inverno
Ônibus quebra e passageiros se arriscam para desembarcar na Terceira Ponte
Passageiros se arriscam na Terceira Ponte após pane em ônibus

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados